Artigo
Andressa Amaral
Neuropsicopedagoga
As férias escolares geralmente são períodos do ano que trazem um paradoxo em seu significado. É muito comum observarmos o aumento nas procuras por viagens turísticas, eventos culturais e atividades em família neste período. Isso geralmente acontece porque são nestas épocas do ano que as famílias conseguem se reunir para curtirem as famosas: FÉRIAS ESCOLARES.
Porém, nem sempre esta realidade de diversão e passeios, são possíveis. Por vezes, estes são frustrados por um fantasma que assola muitas famílias com crianças em idade escolar: A RECUPERAÇÃO. Quantos planos, viagens, atividades em grupo, passeios, deixaram de acontecer porque um dos filhos ficaram em recuperação por apresentarem problemas de aprendizagem? (Leia mais abaixo)
Essa é uma questão muito comum, em grande parte das famílias que possuem estudantes em casa. Aumenta a cada dia o número de crianças e adolescentes em recuperação escolar. Mas por quais razões este quantitativo tem aumentado? Até que ponto este é um problema educacional, familiar, social ou especificamente de aprendizagem?
São estes fatores que serão discutidos em nossas próximas reportagens, na série: Por quais razões não aprendemos?
Iniciaremos falando especificamente dos primeiros fatores que devem ser investigados quando uma criança ou adolescente apresenta problemas de aprendizagem: os fatores biológicos.
As crianças apresentam um curso natural em seus estágios de desenvolvimento, ou seja, após o nascimento passam por inúmeras transformações tais como: sustentar a cabeça, rolar no chão, engatinhar, andar, soltar os primeiros sons, interagir, aceitar comandos e assim sucessivamente. Todos estes estágios caracterizam processos de aprendizagem. Por isso, a importância dos pais ficarem atentos se algo não está acontecendo como deveria em um determinado momento.
Além disso, um outro momento, é a fase escolar. As vezes no desenvolvimento cotidiano, não se observa possíveis dificuldades. Contudo, quando a criança chega na escola, estes problemas aparecem. Desta forma é importante, ao detectar possíveis dificuldades na aprendizagem da criança, eliminar alguns fatores, tais como descritos abaixo: (Leia mais abaixo)
- Observar se há algum comprometimento auditivo; geralmente o mais indicado são testes específicos para eliminar esta questão.
- Observar se há problema visual, também determinado através de exames oftalmológicos.
- Observar se a criança não apresenta taxas sanguíneas ou hormonais comprometidas, vez que taxas destes gêneros também afetam a aprendizagem. Por exemplo: crianças anêmicas apresentam dificuldades de aprendizagem.
Observados tais fatores, já se faz necessário observar outras questões que podem indiciar alguma desordem no desenvolvimento e que desencadeiam dificuldades ou distúrbios da aprendizagem tais como descritos na tabela abaixo que podem indiciar atrasos psicomotores, de linguagem, tais como: dislexia, disgrafia, discalculia, problemas de concentração, atenção, que por vezes desencadeiam TDAH, dentre outros:
Neste sentido, se faz importante ficarmos atentos a conjuntos de sinais que podem nos apresentar possíveis problemas que afetam a aprendizagem do indivíduo. Contudo, estes não devem ser considerados isoladamente, e precisam ser investigados por profissionais especialistas para a identificação e resolução do problema.
Nas próximas semanas abordaremos especificamente as dificuldades de aprendizagem, falaremos do papel da família e da escola neste processo, assim como os tratamentos indicados para casos específicos em problemas de neurodesenvolvimento relacionados à aprendizagem.
(*) Em caso de dúvidas e sugestões, eu e minha equipe estaremos à disposição para responder a todos, através do email: [email protected].
Contatos / Clínica CRIAMSA: / 99886-1239 – CDT (Sala 302) (Leia mais abaixo)