domingo, 21 de dezembro de 2014 - Foto: Campos 24 Horas
Postado por: Fabiano Venancio
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urante meses e meses ela foi alvo de calúnias, fofocas e intrigas que a levaram a ser execrada por alguns mais desinformados ou, então, que se deixaram levar por notícias de jornais, sites, blogs e rede social em geral. Todos a apontavam como a mulher que superfaturada shows e eventos em Campos, a mulher que favorecia bandas e artistas em detrimento de outros, a mulher que formou quartéis e por aí vai.
Chegou mesmo a ser, de forma velada, chamada de ladra, levando-se em consideração que na Câmara Municipal de Vereadores uma voz se levantou afirmando que ela era a “PC Farias do Governo Rosa”, se remetendo à história da era do Presidente Collor de Melo. E como não bastasse, sem provas nenhuma e de forma anônima, tudo isso foi parar no Ministério Público e, após abertura de processo, na 4ª Vara Cívil de Campos.
A presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Patrícia Cordeiro Alves, foi inocentada de todas as acusações, tendo sido extinguida pelo juiz da 4ª Vara Civil, Ricardo Lafaete, a ação civil de improbidade administrativa aberta contra ela, baseando-se, principalmente, em denúncia anônima. Patrícia Cordeiro disse que nunca desistiu de provar a verdade e, a partir de agora, muda o jogo. Ela vai processar todos que a difamaram e a fizeram, por meses e meses, passar por problemas emocionais e familiares por conta dos boatos, chegando até a afetar seus filhos menores na escola e no meio em que vivem.
Confira a entrevista:
Campos 24 Horas – Como começou toda essa história e por que?
Patrícia Cordeiro – Hoje as pessoas usam as redes sociais para falar qualquer coisa, até mesmo denegrir a imagem do outro, sem o menor pudor, talvez se baseando na impunidade. Embora eu tenha sido o alvo, o objetivo sempre teve cunho político e por conta disso, as pessoas saiam atirando para todos os lados. Foram várias denúncias anônimas usadas por blogueiros com esse mesmo intuito, o político, como também aconteceu na Câmara de Vereadores por pessoas da oposição. Quando tudo isso foi levado ao Ministério Público, me foi pedido documentos e eu forneci todos, até mais do que foi pedido. Depois o MP abriu inquérito e ofereceu à Justiça e o juiz julgou improcedente diante das provas documentais. E Viu que tudo aquilo tinha caráter criminoso.
C24H – Como caráter criminoso?
Patrícia – Sim, porque atrás do anonimato se escondem crimes de difamação e calúnia. A decisão judicial chama a atenção para responsabilidade de quem baseado na certeza que sempre tive, respeitando a normativa dos órgãos fiscalizadores e princípios da administração pública no interesse comum. Nesse meio tem ainda queixa crime, porque fui acusada de ser a PC Farias do Governo Rosa por um vereador.
C24H – E como você atravessou tudo isso?
Patrícia – Com muita dor, mas não perdendo o foco, confiando em Deus e na Justiça, sempre trabalhando as diretrizes do meu governo. O pior foi ver que, por tabela, minha família foi atingida, tendo que na escola e nos locais que frequentam meus filhos estarem sempre dando explicações sobre a mãe que todos acusam de ladra e outras coisas mais. Quando você atinge uma pessoa, você não está atingindo somente a ela, mas também aos que estão em seu entorno. E ninguém pensa nisso.
C24H – Em uma entrevista você disse que os mesmos que te acusaram, são desrespeitosos até com a Justiça. Porque?
Patrícia – É verdade. Eles tratam os órgãos competentes com falta de respeito, principalmente como o MP, são levianos com todos. Durante esse tempo li e ouvi frases como “Abre o olho Ministério Público”, “Cadê o Ministério Público, gente?”, entre outras. E jogam denúncias anônimas e mais denúncias anônimas, sem a menor responsabilidade dos atos praticados.
C24H – E sua relação dentro do governo com tudo isso?
Patrícia – Olha, devo destacar durante todo esse tempo a bravura da Prefeita Rosinha Garotinho, que em momento nenhum duvidou de mim ou cometeu alguma injustiça neste sentido. Ela mostrou que o governo não é pautado por boatos levianos e que não cede a estratégias de maledicentes. Foi um período de provas, realmente.
C24H – Lembrando Drummond: E agora, Patrícia?
Patrícia – Agora a atenção redobra, porque se eu e minha equipe já éramos atentas, vamos ser muito mais, porque a responsabilidade de ser vitrine é muito grande. Mas com tudo isso realizamos duas bienais do livro, coordenamos o projeto Verão do Farol, incrementamos as atividades nas Casas de Cultura do município, consolidamos o Fundo Municipal de Cultura, festejamos a marca das 60 mil pessoas que visitaram o nosso Museu Histórico, coordenamos o Campos Folia, realizamos o Festival do Folclore e muitas outras atividades culturais.
C24H – E para 2015?
Patrícia – Será, com certeza, um ano de muitas realizações na cultura. Vamos continuar com a esocla de formação de profissionais audiovisuais (escola de arte), investir na formação de profissionais do cinema, ampliar os projetos do Trianon para Cine Teatro, entre tantas outras atividades que serão anunciadas no decorrer do ano.
C24H – E para fechar, vamos falar do Verão em Farol...
Patrícia – Sim. Será um verão menor do que os dois últimos verões, mas vamos manter o conceito de Verão da Família, com atrações e atividades para todas as idades e tribos. O verão no Farol vem se consolidando tanto, que esse ano conta com várias marcas importantes ajudando a patrocinar o projeto, que inclui shows artísticos com astros de fora e as pratas da casa, esportes, cursos de artes e ofícios, oficinas de teatro e uma série de atrações.