Feminicídios aumentam 33% em janeiro no RJ

12 mulheres foram mortas no estado, no primeiro mês do ano. No mesmo período do ano passado, foram 9 vítimas. Os dados são do Instituto de Segurança Pública


  • 28/02/2024, 10h13, Foto: Divulgação.

O número de mulheres vítimas de feminicídio no Estado do Rio de Janeiro aumentou 33% no mês de janeiro deste ano, na comparação com janeiro de 2023.

No primeiro mês de 2024, 12 mulheres foram vítimas do crime. Em janeiro do ano passado, foram 9 vítimas. Os dados são do Instituto de Segurança Pública, do governo do RJ. (Leia mais abaixo)

O total de casos registrado em janeiro de 2024 também já é o maior da série histórica desde 2019, comparando apenas os meses de janeiro de cada ano.

A lei 13.104, de 9 de março de 2015, incluiu o feminicídio como qualificador do crime de homicídio e no rol dos crimes hediondos.

"Feminicídio: VI - Contra a mulher por razões da condição de sexo feminino: § 2º -A Considera-se que há razões de condição de sexo feminino quando o crime envolve: I - violência doméstica e familiar; II - menosprezo ou discriminação à condição de mulher."

Feminicídios no Rio de Janeiro - Janeiro 2019: 5 vítimas 2020: 6 vítimas 2021: 9 vítimas 2022: 11 vítimas 2023: 9 vítimas 2024: 12 vítimas

O número de tentativas de feminicídio em janeiro deste ano no estado também é maior que o total de casos registrados desse tipo de crime no mesmo mês de 2023. (Leia mais abaixo)

Foram 35 vítimas deste crime em 2024, e no ano passado, em janeiro, 23. O aumento, nestes casos, foi de 53%.

Tentativas de feminicídio no Rio de Janeiro - Janeiro 2019: 38 casos 2020: 29 casos 2021: 24 casos 2022: 29 casos 2023: 29 casos 2024: 35 casos

“A violência de gênero está fortemente enraizada na percepção que a gente tem sobre as relações de gênero, familiares, domiciliares. A gente precisa de campanhas educacionais e da mudança dessa percepção das relações de gênero e a prevenção precisa estar nestas campanhas. Se algo acontecer, precisamos ter certeza de que essa vítima vai ser protegida, acolhida e vai denunciar, porque ela tem segurança no serviço público, na justiça criminal”, disse a professora da Universidade Federal de Juiz de Fora Laura Schiavon, especialista em avaliação de políticas de redução da violência contra a mulher.

Fonte: G1



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