Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado do Rio defende varejo na Alerj

Foi proposta criação de Frente Parlamentar em Defesa do Varejo na Assembléia Legislativa, atuando junto ao Estado e municípios


  • 22/06/2016 14h10 Fotos: Divulgação.
A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado do Rio (FCDL-RJ), em conjunto com a Comissão de Economia, Indústria e Comércio da Assembléia Legislativa do Estado (Alerj), realizou nesta quinta-feira (22), audiência pública para discutir políticas públicas e leis para o desenvolvimento do comércio, com geração e manutenção de negócios e empregos. O presidente da Comissão, deputado estadual Waldeck Carneiro, e os deputados estaduais Bruno Dauaire, Carlos Osório e Ana Paula Rechuan, propuseram a criação de uma Frente Parlamentar em Defesa do Varejo na Assembléia Legislativa, que vai atuar junto ao Estado e municípios para rever e simplificar leis afetas ao segmento. O presidente da FCDL, Marcelo Mérida, apresentou a estratégia de discussão de pontos do Programa Nacional de Desenvolvimento do Varejo (PNDV), que visa a aproximação dos diferentes atores públicos, de Estados e Municípios, em uma pauta extensa de mobilização, como segurança pública, carga tributária, educação empresarial, parcerias com poder público, mobilidade urbana e modernização de leis trabalhistas. ''O momento de crise é também oportuno para atuarmos juntos na determinação de iniciativas comuns, que facilitem a atividade do comércio, que assegurem a retomada do crescimento econômico, com planejamento, com direcionamento'', ressaltou Marcelo Mérida, presidente da FCDL-RJ. As lideranças do varejo no Estado apresentaram pontos do PNDV com 12 temas de políticas públicas, com 34 demandas. Marcelo Mérida lembra que hoje a carga tributária deixou de ser a maior preocupação do varejo, como era há sete anos, perdendo espaço para a segurança pública, não apenas na capital, mas nas cidades do interior, no Estado como um todo. Nesse quesito, o presidente da FCDL-RJ citou que os empresários identificam uma necessidade de expansão pelos municípios do uso de câmeras de vigilância e conselhos de segurança, e um plano nacional para evitar roubo de cargas nas estradas do Rio de Janeiro, que oferece risco à vida das pessoas e impacta negativamente a economia. Marcelo Mérida disse que hoje há uma ameaça do sistema Simples e que é preciso atuar envolvendo frentes parlamentares, com articulação para processo de convencimento junto a administrações públicas e ao Congresso Nacional, com articulações para expandir e não registrar retrocesso. Outro ponto listado foi a proposição de estudos para encontrar o equilíbrio no que se refere ao regime de substituição tributária, que eleva a arrecadação do Estado, mas que a ameaça a sobrevivência do setor varejista. Entre as propostas a criação de um Imposto de Valor Agregado (IVA), único em substituição ao ICMS, e um novo Refis. Participaram da audiência pública na Alerj presidentes de CDLs do Estado, como Carlos Rodrigues, da capital, e caravanas de representações das entidades de diversas cidades fluminenses. O secretário municipal de Administração de Niterói, Fabiano Gonçalves, destacou que o Brasil não oferece segurança jurídica e política, com mudanças das regras em pleno jogo. ''Nós precisamos nos unir para mudar o status quo do Rio, e hoje o nosso Estado passa por um momento crítico'', declarou. Também presente ao evento organizado pela FCDL-RJ e pela Alerj, a gerente de políticas públicas, Marcelle Rodrigues, destacou que os governos precisam modernizar os marcos regulatórios e facilitar o processo de abertura de novas empresas, e observou que cada norma legislativa proposta obriga, pela Constituição, ser debatidade com as entidades do segmento das micro e pequenas empresas, o que não ocorre. .



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