Fase desafiadora: veja três coisas para não fazer no pós-parto


  • 06/02/2022, 00h20, Foto: Reprodução.

Já abordei aqui sobre as mudanças que ocorrem no corpo da mulher no puerpério, e sobre a falta de informações práticas que normalizam essa fase da vida, sem que se romantizem ou dramatizem em extremos. 

O pós-parto por si só é considerado uma fase desafiadora, mas também cheia de surpresas e descobertas sobre a maternidade. Com o nascimento do bebê, são esperadas as mudanças físicas, hormonais, mentais e emocionais.  (Leia mais abaixo)

Nesse período o corpo busca se reorganizar e há a queda brusca de hormônios, há o processo de descida do leite, a eliminação de líquidos e fluidos corpóreos, entre diversas outras transformações que acabam indo muito além das mudanças físicas.

É importante se manter ativa na gestação e se preparar, na medida do possível, para se manter saudável e ter um puerpério mais tranquilo para se aproveitar o bebê. Informações e acesso a cursos e terapias pré-parto não faltam no mercado.

Praticar exercícios específicos para gestante proporciona uma gestação mais ativa e saudável, aprender técnicas de meditação e respiração para o parto ajudam a manter a calma, ter mais controle e até mesmo reduzir a dor na fase de expulsão, estudar e se atualizar com conteúdos sobre o tema trazem mais confiança para a chegada do seu filho.

E, acredite, todos são recursos válidos para a mulher, mas de nada adianta fazer o que manda a cartilha e errar nesses 3 pontos fundamentais que irei comentar.

Se importar demais com comentários e palpites desnecessários (Leia mais abaixo)

O primeiro item que deveria ser orientado a uma recém-mãe é para que ela não se importe com comentários e opiniões alheias que, por ventura, irá escutar de parentes e até desconhecidos sobre o bebê, seu corpo e a maternidade.

No puerpério é esperado uma queda brusca de hormônios associados às condições estressoras da chegada do recém-nascido que podem marcar o período por um quadro melancólico, episódios de choro mais frequente, ansiedade e até irritabilidade. Isso é, é uma fase já tão confusa para a mulher que qualquer comentário mais ácido pode cair como uma luva para ela se sentir a pior mãe do mundo. Por isso, caso vá comentar algo, pondere. Caso você seja a nova mãe, releve o que escutar e não sofra.

É importante ressaltar que esse quadro melancólico, conhecido como baby blues, é transitório e se diferencia da depressão, psicose e outros transtornos de humor pós-parto que necessitam de ajuda especializada. Caso apresente esses sintomas, procure ajuda médica.

Comparar seu corpo

Não adianta, cada corpo é único. Na gestação e no pós-parto não poderia ser diferente! Há mulheres que "voltam ao corpo" pré-gestação rapidamente, enquanto outras podem demorar a ver o corpo desinchar. Há ainda aquelas que ganham peso no pós-parto. (Leia mais abaixo)

Estudos revelam que ao longo do primeiro ano do bebê, 42% das mulheres retornam ao seu peso pré-gestação, mas cerca de 20% mantêm ou, inclusive, aumentam seu peso pré-parto.

Se compare menos com o corpo da colega famosa que acabou de ter filho. Pense que o foco nessa fase será você estar bem para cuidar do seu bebê.

Muitas mulheres relatam se sentir fora de si e perdidas, e muito diferentes de quem costumavam ser antes de se tornarem mães. Uma questão pouco abordada, mas que tem impacto importante na saúde mental e até mesmo no ganho de peso da puérpera é a significativa privação de sono por conta dos cuidados com o bebê, que pode perdurar semanas e meses.

Isso é, a mudança no corpo depende de comportamentos relacionados não apenas à dieta em si ou ao sedentarismo, mas ao sono e a várias outras questões que impactam diretamente no seu padrão alimentar e de atividade física, como a rotina de cuidado do bebê, e a rede de apoio dessa puérpera.

Comparar seu bebê e o seu momento (Leia mais abaixo)

A rotina da mãe é a mais afetada e a sobrecarga invisível a torna imersa em cuidados com o recém-nascido.

Naturalmente, há a tendência de nos compararmos, mas na maternidade é preciso cautela. Cada bebê terá um padrão de sono diferente, uma forma de se alimentar diferente, cada um possui estruturas familiares, dinâmicas e contextos de criação muito diferentes. Quanto menos houver comparação, menor será a chance de se frustrar!

Se sua amiga tem um recém-nascido que dorme 10 horas por noite, e você até hoje mal dorme duas horas seguidas, ou ainda, se sua conhecida consegue trabalhar e malhar, enquanto você ainda se vê atolada de mamadeiras e fraldas o dia inteiro, não pense que o problema está em você ou que seja algo que ocorra apenas com você.

Não estou dizendo que você precise se acomodar a uma situação que não te faz bem, afinal, caso seja algo que esteja te prejudicando ou incomodando, procure ajuda profissional. Se o problema for o contexto de privação de sono, há cursos ensinando sobre sono em bebês, ou se você gostaria de ter mais tempo para malhar e trabalhar, vale, sim, se reorganizar com sua rede de apoio.

Mas o que quero dizer é que você entenda que se comparar será sempre o caminho para ficar infeliz, pois nunca será bom o suficiente e sempre terá alguma conhecida que terá um contexto melhor ou diferente do seu. (Leia mais abaixo)

Esteja presente na forma que você vive seu dia a dia

Pare, respire e veja o quanto você mesma pode estar tornando a situação ainda mais complicada. O puerpério parece um looping infinito, mas ele tem prazo para terminar. O bebê está crescendo e cada novo dia será especial e não voltará mais.

Quando se sentir chateada por algum comentário ou desmotivada com seu corpo ou com a maternidade, movimente um pouco o corpo! Se você não tem condições de sair para malhar, apenas saia de casa e caminhe com o bebê para refrescar as ideias.

Ver a luz do dia, sentir a brisa e mexer as pernas farão o sangue e a energia fluir. Há também exercícios super simples que podem ser feitos em casa com o bebê que podem mudar seu ânimo e mudarão sua autoestima. 

O puerpério é naturalmente difícil, e pode ser ainda mais desafiador para algumas mulheres. Caso esteja com dificuldades nesse período, conte com pessoas de confiança, fale com seu médico e a equipe de saúde. (Leia mais abaixo)

Fonte: VivaBem



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