Fachin se reúne com governador em exercício do RJ e diz que Judiciário apoia gestão

Presidente do Supremo Tribunal Federal cumpre uma série de agendas no RJ nesta sexta-feira (10). Ministros ainda vão decidir sobre o formato da eleição para um mandato-tampão no estado.


  • 10/04/2026, 17h14, Foto: Reprodução-TV Globo.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, se encontrou nesta sexta-feira (10) com o governador em exercício do Rio, desembargador Ricardo Couto.

Fachin participou de um evento sobre direitos humanos com outros desembargadores e vítimas da violência e, depois, almoçou com Couto. (Leia mais abaixo)

Após o encontro, o ministro falou com jornalistas e afirmou que, embora essa não seja a vocação original da Justiça, a cúpula do Judiciário dá apoio para que o desembargador cumpra a missão de governador.

Couto assumiu o cargo após a renúncia de Cláudio Castro, em 23 de março, um dia antes de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomar o julgamento que resultou na inelegibilidade do então governador por 8 anos.

O STF ainda vai decidir sobre o formato da eleição para um mandato-tampão no estado.

Na quinta-feira (9), o ministro Flávio Dino pediu vista, e o julgamento foi suspenso. Até o momento, o placar está em 4 votos a favor de eleição indireta e 1 pela eleição direta.

Julgamento no STF - O STF analisa ações apresentadas pelo PSD para definir se a escolha do novo governador será direta, com voto popular, ou indireta, feita pela Alerj. (Leia mais abaixo)

O julgamento começou na quarta-feira (8), com os votos de Cristiano Zanin, favorável à eleição direta, e Luiz Fux, que defendeu o modelo indireto.

Nesta quinta, o ministro Flávio Dino pediu vista e suspendeu a análise. Antes da suspensão da sessão, porém, André Mendonça pediu para antecipar o voto e acompanhou a posição pela eleição indireta. Ele foi seguido por Nunes Marques e Cármen Lúcia, formando placar de 4 a 1 nesse sentido.

Dino argumentou que é necessário aguardar a publicação do acórdão do TSE sobre a cassação do mandato de Castro. Segundo o ministro, é preciso verificar se a renúncia foi considerada válida pela Corte Eleitoral antes de definir o modelo de eleição.

A ministra Cármen Lúcia, que também preside o TSE, afirmou que o acórdão deve ser publicado em breve.

Fonte: g1 (Leia mais abaixo)



fique bem informado