COVID-19: número de casos aumenta na Bacia de Campos; ANP fala em 105

Sindicatos acreditam ser muito mais pela falta de testagem


  • 23/04/2020, 10h20, foto: Divulgação.

Nos últimos dias aumentaram os casos de COVID- 19 nas plataformas. Sete plataformas tem relados de casos pelos trabalhadores. São elas P-50 , P-26, P-18, P-35, P-20, P-33 e P-62. Dessas, a P-26 é a plataforma que parece ter a situação mais complicada. Ontem desembarcaram 13 trabalhadores com sintomas da doença.

Segundo a Agência Nacional de Petróleo existem 105 trabalhadores infectados que estiveram em alguma unidade marítima em todo país, mas os sindicatos acreditam ser muito mais pela falta de testagem. (Leia mais abaixo)

O sindicato tem a informação que diariamente desembarcam trabalhadores com quadro de COVID-19 e todos são testados. Já os trabalhadores que desembarcam normalmente, sem quadro da doença , que podem ser assintomáticos, não estão sendo testados. Existe a denuncia de trabalhadores que ficaram uma semana ao lado de um trabalhador com COVID-19 em P-26 e não foram testados.

Essa situação é gravíssima porque as pessoas estiveram a bordo juntas e estão indo para suas casas e cidade sem ser testada. O Sindipetro-NF solicitou desde o mês passado que a Petrobrás testasse todos os trabalhadores, mas a empresa alega não ter testes para isso.

A gestão bolsonarista, através do seu setor de SMS, já foi cobrada, mas ainda não respondeu ao sindicato. O presidente da empresa, Castello Branco, trata com total indiferença a vida das pessoas e coloca o lucro da empresa acima de tudo e de todos.

O Sindipetro-NF tem acompanhado incansavelmente esses casos de COVID-19, apesar de não possuir o número de casos oficiais, porque a empresa não está repassando para o sindicato. “A diretoria pediu no dia 18 de março uma série de cuidados no embarque e desembarque do pessoal e no dia 25 enviou um novo ofício cobrando a testagem.  Os casos que aparecem agora são frutos da forma irresponsável pela qual a empresa trata a saúde dos seus trabalhadores” – comenta o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.  



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