Ex-diretor, servidor e advogada são presos por vender visitas íntimas e empregos dentro de presídio

Operação realizada pelo Ministério Público do Espírito Santo investiga casos de detentos que pagaram até R$ 8 mil para ter uma vaga de trabalho na cozinha de penitenciária em Viana, na Grande Vitória.




09/02/2024, 16h37, Foto: Divulgação.


Uma advogada, um ex-diretor adjunto de uma penitenciária e um servidor foram presos durante uma operação do Ministério Público realizada nesta sexta-feira (8) para apurar a venda de benefícios em uma penitenciária de Viana, na Grande Vitória. Dentre os benefícios estavam venda de postos de trabalho e até mesmo vantagens para os presidiários, como mais visitas íntimas.(Leia mais abaixo)


De acordo com o Ministério Público, a Operação "Philia" apura um esquema de "venda de camisas", postos de trabalho concentrado em duas galerias da Penitenciária de Segurança Máxima 1 (PSMA-I).(Leia mais abaixo)


Também foi expedido um mandado de prisão contra um interno da penitenciária. Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Criminal de Viana e o caso tramita em segredo de Justiça.(Leia mais abaixo)


As investigações apontaram que, no período de novembro ao final de dezembro de 2022, um servidor público integrante da direção da unidade prisional implementou um esquema criminoso, com a venda de postos de trabalho e outros benefícios.(Leia mais abaixo)


O plano envolvia a solicitação e recebimento de vantagens indevidas para favorecer reeducandos da penitenciária, além de liberações anormais de ligações e visitas assistidas e íntimas a diversos presos de duas galerias.(Leia mais abaixo)


As apurações tiveram início após um preso declarar que pagou, por intermédio de familiares, a quantia de R$ 8 mil para ter acesso a uma vaga de trabalho na cozinha. O esquema fraudulento também foi confirmado por mais de 30 internos, em uma sindicância instaurada pela Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) para apurar os fatos.(Leia mais abaixo)


Para operar o esquema, os servidores públicos contavam com a participação de um interno, que negociava os benefícios entre os demais presos por valores pagos em espécie. Eram impostos valores diferenciados, de acordo com a capacidade econômica dos presos e conforme integrassem ou não a mesma facção do denunciado, que poderia reter para si parcela do valor eventualmente cobrado a maior.(Leia mais abaixo)


A venda de benefícios também ocorria em meio a ameaças ou através de retaliações ou imposição de sanções disciplinares infundadas. Uma advogada e esposa de um dos presos também ajudava a coletar os valores pagos pelos internos.(Leia mais abaixo)


A Secretaria da Justiça (Sejus) e a Polícia Penal do Espírito Santo disseram que "colaboram com as investigações deflagradas pelo Ministério Público e ressaltaram que não compactuam com atos ilícitos que comprometam a transparência e a boa gestão do sistema penitenciário capixaba".(Leia mais abaixo)


O servidor investigado foi nomeado como diretor-adjunto da unidade prisional em abril de 2021 e exonerado do cargo em dezembro de 2022. Atualmente, exercia funções como policial penal na área de escola prisional.


O g1 tenta contato com as defesas dos envolvidos.


Fonte: G1