Estudantes da Faculdade de Medicina de Campos (FMC), que atualmente pagam R$ 8.160 por mês de mensalidade, do 1º ao 9º período, estão se juntando a colegas de outras faculdades de Medicina no estado do Rio, contra o posicionamento do deputado estadual André Ceciliano (PT), presidente da Alerj, autor do Projeto de Lei 2052/2020, de redução de 30% das mensalidades neste período de pandemia do Covid-19, das instituições de ensino fundamental e médio da rede privada, excluindo as universidades particulares. Representantes do Diretório Acadêmico Luiz Sobral, em Campos, afirmam que, inicialmente, o projeto de lei incluía também as universidades, mas teriam sido retiradas em seguida.
Como neste período de distanciamento social os estudantes de Medicina não podem ir á Alerj para reivindicar, estão em contato permanente com outras instituições particulares, traçando medidas únicas, entre elas, petições, cartas e acompanhamento de audiências públicas online. O diretório de Campos afirma que tem provas de que o ensino superior entraria no projeto de lei e que foi retirado “por pressão”. (Leia mais abaixo)
- Algumas estudantes têm o print do vídeo feito pelo deputado Ceciliano explicando que tirou o ensino superior do projeto porque estaria recebendo pressão para isso. Mas isso é um absurdo. Porque o ensino superior não é importante dentro deste contexto todo? – analisam representantes do diretório local.
“Não podemos desistir de reivindicar. Ensino fundamental, médio e superior, todos têm a mesma importância”, finalizam os estudantes de Campos.