"Operação Seca": ações emergenciais para amenizar efeitos


Terça-feira, 6 de novembro de 2012 (Fotos: Campos 24 Horas) Secretaria de Agricultura atua em diversos pontos, já que a estiagem causa vários problemas, como a queda da produção leiteira, diminuição da safra de cana de açucar 2012/2013, entre outros

A chuva que caiu no fim de semana na região, amenizou mas não resolveu os efeitos da estiagem na região. O problema, que atinge todo município de Campos, já provocou queda de até 60% na produção leiteira. A falta de pasto e baixa do lençol freático contribuem para a perda de peso do rebanho e consequentemente a baixa produção. A safra da cana de açúcar 2012/2013, também está sendo prejudicada. As áreas de cultivo de uma maneira geral, que  não utilizam irrigação, acabam não desenvolvendo. A avaliação foi feita pelo secretário municipal de agricultura Eduardo Alves.

Outro problema é a baixa do rio Paraíba do Sul, a menor nos últimos 30 anos. Como o volume de água não é suficiente, os canais acabam não tendo água para irrigar as propriedades rurais da Baixada. A solução foi a instalação de bombas para atender aos  produtores rurais, ceramistas e pecuaristas da região. Outubro é um mês seco. E o nível do  Paraíba está cerca de 60 centímetros abaixo da média para a ocasião, que seria de 5,7m a 5,8m. (Leia mais abaixo)

Para minimizar a situação do setor, a secretaria de Agricultura está fazendo a limpeza de tanques (bebedouros) de água para animais. Segundo Eduardo Alves, como o Inea não permite a abertura de novos tanques, a secretaria marca com GPS as áreas de pastagens. “Enviamos imagens ao Inea, que autoriza a limpeza dos bebedouros. Outra alternativa é a silagem do milho, que funciona como fonte reserva de alimentos para os animais, já que a pastagem não está propícia por conta da seca e dos ventos”, disse Alves.

Eduardo falou ainda que a cada ano, os produtores têm se preparado para a estiagem. “Os agricultores têm feito 'piquetes' de terra. Com isso, o produtor consegue manter uma parte da área preservada para suprir suas necessidades durante a estiagem”, explica o secretário que destaca ainda que a “irrigação dos pastos e culturas (milho, feijão, etc.) também tem sido boas alternativas entre os agricultores. Dessa forma, o trabalhador atende a necessidade hídrica da planta e, ainda, reduz a escassez de alimentos”.

Esta semana, técnicos que fazem parte do Comitê da Bacia Hidrográfica do Baixo Paraíba, estarão percorrendo os principais canais da Baixada Campista. O objetivo é apresentar um relatório, para disponibilizar os serviços que beneficiarão os produtores Rurais.

Vacinação contra a Febre Aftosa em Campos

Foram disponibilizadas 55 mil doses para produtores rurais com até 70 animais (Leia mais abaixo)

 A campanha de vacinação contra a febre aftosa, começou no dia 1º de novembro e estenderá até o dia 30 deste mês. O objetivo é vacinar 100% do gado em todo o município.

Segundo Eduardo Alves, foram disponibilizadas 55 mil doses da vacina para pequenos produtores rurais com até 70 animais cadastrados no Núcleo de Defesa Agropecuária (NDA), que imunizará 25% do rebanho no município, estimado em 220 mil.

 “ Há 15 anos, não existe registro de casos da doença em todo o estado, por isso a importância em manter o rebanho vacinado.Cerca de 20 vacinadores, associações de produtores e o Núcleo de Defesa e Sanidade Animal incluídos na campanha estarão distribuídos pelo município realizando a vacinação.” Finalizou Eduardo Aves



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