Estado do Rio é o recordista de operações de segurança pública da Força Nacional

De novembro de 2004 até o fim de 2016, foram 17 operações de caráter ostensivo


  • 16/04/2017 08h44 | Foto: Divulgação.
Nenhum outro estado do Brasil recorreu mais à Força Nacional em situações relativas à segurança pública do que o Rio de Janeiro. De novembro de 2004, quando a tropa foi criada, até o fim de 2016, foram 17 operações de caráter ostensivo em solo fluminense — o equivalente a uma intervenção a cada oito meses, em média. O número é mais de duas vezes maior do que o do segundo colocado, o Maranhão, palco de sete ações focadas em ostensividade no mesmo período. As informações exclusivas constam em levantamento obtido pelo Extra, via Lei de Acesso à Informação, junto ao Ministério da Justiça, responsável por gerir a Força Nacional. Somando a duração de todas as operações — mais de uma pode acontecer simultaneamente —, a tropa passou 2.646 dias no Rio reforçando o policiamento, ou pouco mais de sete anos. O levantamento aponta ainda que o valor total investido pelo governo federal na Força Nacional já superou R$ 1,3 bilhão, numa média de R$ 5,6 milhões gastos para cada uma das 234 ações já realizadas no país. Mais de 80% do montante — cerca de R$ 1,05 bilhão — correspondem ao pagamentos das diárias dos integrantes da tropa. A Força Nacional tem como objetivo auxiliar os estados em situações de emergência. Ela é composta, majoritariamente, por policiais, bombeiros e peritos cedidos por cada uma das 27 unidades federativas do país. O efetivo total costuma ficar pouco acima dos dois mil homens — a exceção foi o ano passado, quando, por conta da Olimpíada, o número quadruplicou. Os agentes cedidos à tropa federal recebem diárias que variam de R$ 177 à R$ 224,20. Procurada, a Secretaria estadual de Segurança informou que as ações da Força Nacional no Rio foram, “em sua expressiva maioria, decorrentes do calendário de grandes eventos”. Já o Ministério da Justiça afirmou que os pedidos pela tropa foram atendidos “sempre que se entendeu haver urgência” Fonte: Extra



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