A Secretaria estadual de Fazenda só foi informada na última sexta-feira que a operação de capitalização do Rio Previdência — a forma como este tipo de empréstimo já foi caracterizado inúmeras vezes anteriormente — não pode (mais) ser feita por bancos públicos. (Leia mais abaixo)
Pelas contas do Senado, o governo do Rio ainda tem o direito de pedir mais R$ 2, 5 bilhões em empréstimos, sem comprometer o seu limite fixado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Mas, a partir da decisão da Procuradoria, o processo de empréstimo iniciado em fevereiro voltou à estaca zero. (Leia mais abaixo)
Com a corda no pescoço, o secretário estadual de Fazenda, Julio Bueno, voou ontem mesmo para São Paulo, onde passou o dia negociando a operação com sete bancos privados.
As instituições financeiras até foram bem receptivas. Mas, mesmo com toda a boa vontade do mundo, agora o dinheiro só deve sair lá para o fim de abril.
Julio admite que, sem poder contar com dinheiro do empréstimo, as condições financeiras do estado ficam muito, mas muito mais difíceis.
O secretário não diz, nem sob tortura, mas para bom entendedor, meio silêncio basta: cresce o risco de o salário de março — cujo pagamento já é previsto para o 10º dia útil de abril — atrasar ou mesmo ser parcelado. As informações são do Extra.