Pezão admite situação difícil ao assinar convênio

Governador assinou convênio com a Coagro e liberou R$ 6 milhões para usina


segunda-feira, 1º de junho de 2015   -   Foto: Saulo Garcez / Campos 24 Horas
Governador também visita as obras de melhoria da Usina Sapucaia(Foto: Saulo Garcez/Campos 24 Horas) Governador também visitou as obras de melhoria da Usina Sapucaia(Foto: Saulo Garcez/Campos 24 Horas).
Pezão sapucaia 3Pezão Sapucaia 6O governador Luiz Fernando Pezão assinou convênio com a usina Sapucaia, na manhã desta segunda-feira(1º), e admitiu que o Estado vive uma situação econômica difícil por causa da crise nacional, sobretudo pela queda de repasse dos royalties do petróleo. Ele esteve em Campos e assinou convênio entre a Agência Estadual de Fomento do Rio de Janeiro (AgeRio) e a Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro (Coagro). Com isso, a Coagro terá R$ 6 milhões do Governo Estado para adquirir máquinas e implantar o novo sistema de limpeza de cana a seco, que promete ganhos econômicos e ambientais. Estiveram presentes à cerimônia, o secretário estadual de Agricultura e Pecuária, Christino Áureo, o deputado João Peixoto, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústrias e Serviços, Marco Antonio Capute, presidente da Coagro, Frederico Paes, entre outras autoridades. A Sapucaia é a  maior em processamento de cana-de-açúcar do estado. A indústria processa 2 milhões de toneladas de cana, anualmente. "É importante ter uma atividade econômica tão histórica e tão antiga como a plantação de cana voltada para o açúcar e etanol. Nós estamos apoiando a atividade nos últimos cinco anos e investindo recursos nessa parceria. Isso mostra uma atividade que é muito forte na região. Sabemos da dificuldade que tivemos com o açúcar e o álcool aqui. O que precisar ser feito de apoio nós vamos fazer, para ver crescer cada vez mais a atividade" disse o governador Pezão. "São 2.500 funcionários e está é uma parceria mais que econômica, é uma parceria social. Foi criada a lei 5990 que nos permite acabar com todo o tipo de queimada. Com isso todos nós ganhamos de forma gradativa. As máquinas são caras e precisamos de recursos para investir. A situação no setor do estado e no Brasil é grave. Esse incentivo fiscal de 2012 é de muita importância. Em 2013, assinamos um convênio no Rio onde foi financiado R$ 5 milhões para comprar máquinas e tratores. Também tivemos acesso a um financiamento da Caixa Econômica Federal de R$ 12 milhões para o plantio de cana. Em 2014, a Age rio financiou R$ 400 mil para financiamento de colheita de cana crua, sempre visando acabar com a queimada. Com o novo financiamento de R$ 6 milhões compramos uma máquina de R$ 11 milhões e vamos poder colher cana crua. Esse será um sistema com benefícios econômicos e industriais. Vamos receber do produtor a cana crua, cortada em máquina. Vamos também aproveitar a palha da cana para gerar energia. São poucas usinas no Brasil que possuem essa máquina. Apenas uma no Estado do Rio que tem", afirmou o presidente da Coagro, Frederico Paes. Governador comenta queda de arrecadação e fala do "Fundo dos Royalties" Durante a assinatura do convênio, Luiz Fernando Pezão comentou a crise em função da queda do preço do barril do petróleo. "Estamos trabalhando para passar esse momento de dificuldades. Infelizmente não volta mais o que era. Nós mandamos o orçamento do estado para Assembléia Legislativa com o preço do barril do petróleo a 115 e ele chegou a 42 dólares, hoje está em torno de 60 a 63. Todos os técnicos falam que dificilmente não passa mais de 70 dólares. Temos que nos adequar a essa realidade, é o dever de casa que estamos fazendo cobrando os nossos impostos, nossa dívida ativa. Eu tenho certeza que vamos atravessar esse ano difícil esperando que a economia se recupere. Tudo que for para reparar as perdas dos municípios é muito bem-vindo. As cidades estão passando por um momento muito difícil", afirma o governador, que ainda comentou o Projeto de Resolução 15/2015, chamado de "Fundo Dos Royalties", idealizado pelo secretário de Governo de Campos, Anthony Garotinho, e aprovado na semana passada pelo Senado. "Se a gente puder utilizá-lo, já que ainda depende de sanção ou veto do ministro Joaquim Levy, será um projeto muito bem vindo. Tudo que for para reparar as perdas dos municípios é importante" , finalizou. Aporte O aporte – que será liberado por meio de uma parceria entre a Agência Estadual de Fomento (AgeRio) e a Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro (Coagro) – permitirá melhorias no processamento da cana, beneficiando 9 mil cooperados e 2,5 mil funcionários da cooperativa. Os recursos se somam aos R$ 5,7 milhões já contratados para a aquisição de máquinas colhedoras, tratores e caminhões. O novo aporte financeiro vai gerar ainda economia de recursos hídricos: 90% da água utilizada pela cooperativa passam a retornar tratada ao rio Muriaé. Além disso, a implementação do sistema de cana a seco incrementará a produção de biomassa por meio da queima da palha da cana, utilizada na geração de energia elétrica.    



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