Estado do Rio vive momento caótico

Crise começou em 2014, mas o governador Luiz Fernando Pezão não adotou as medidas necessárias para estancar a queda de receitas. Hospitais e universidades são os mais atingidos. Estado atrasou salários e ainda não pagou restante do 13º salário


24/12/2015    às 08h     |    Foto: Filipe Lemos/Campos 24 Horas

caos saúdeO Governo do Estado do Rio de Janeiro está vivendo um momento caótico decorrente da crise financeira que vem atravessando. O governador Luiz Fernando Pezão já afirmou que precisa de R$ 350 milhões para retomar a normalidade administrativa na área da saúde. As universidades estaduais estão vivendo momentos dramáticos sem ter como honrar os compromissos com as empresas prestadoras de serviços. O governo atrasou o salário dos servidores, não pagou o décimo terceiro, propôs um parcelamento para ser pago em cinco vezes e a crise não para. (Leia mais abaixo)

 O Supremo Tribunal Federal (STF) impôs uma derrota ao governo do estado. Através do ministro Ricardo Lewandowski, o STF deu uma liminar a pedido do Tribunal de Justiça obrigando o estado a repassar os recursos para pagamentos de pessoal do judiciário até o dia 30 deste mês, tendo em vista Pezão querer transferir a data de pagamento para equiparar os servidores do poder executivo.

Suledil-AL (10) Ao ser procurado para falar sobre o assunto, o secretário de Controle e Orçamento da Prefeitura de Campos, professor Suledil Bernardino, afirmou que a crise teve início em 2014, pois a arrecadação do ICMS do Estado vem caindo e citou como exemplo a cidade de Campos dos Goytacazes, que no ano de 2014, perdeu 42 milhões, ou seja, 12% comparado à arrecadação do mesmo período do ano anterior.

 O governador Pezão, sucessor do governo Cabral, não tomou as medidas necessárias para estancar a perda de receitas que vinha acontecendo desde 2014, pois manteve incentivos fiscais a diversos segmentos econômicos do estado que precisavam ser revistos. “Agora, está mais difícil encontrar uma saída para o caos financeiro e administrativo que o estado está vivendo neste momento”, finaliza Suledil.



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