Estado do Rio: dívida impagável, rombo nas contas, prisões e aposentados em alerta

Escândalos de corrupção, investimentos suspeitos e gestões temerárias tem dados revelados


  • 17/12/2025, 15h47, Foto: Divulgação.

Postado por Fabiano Venancio - O Estado do Rio de Janeiro continua mergulhado numa crise permanente que parece nunca ter fim, com capítulos sombrios que se sucedem e fazem desabar um cenário de indicadores negativos, esvaziamento econômico, dívidas bilionárias, rombo nas contas públicas e uma sucessão de gestões temerárias marcadas por crimes de corrupção, além de governantes e outros agentes públicos presos. O Campos 24 Horas mostra dados financeiros  levantados pelo deputado estadual Luiz Paulo (PSD), além de dados divulgados  no Fórum de Reitores das Instituições Públicas de Ensino do Estado do Rio de Janeiro (Friperj). Na educação, os números não são também nada animadores, muito pelo contrário. 

Com um déficit no Orçamento de R$ 19 bilhões para 2026, uma das próximas vítimas devem ser os servidores, aposentados e pensionistas, diante da crise fiscal e mais um escândalo: o do Rioprevidência, instituto previdenciário dos servidores, que investiu quase R$ 1 bilhão. (Leia mais abaixo)

A receita orçamentária do Estado é de R$ 107 bilhões. "Mas a despesa sendo de R$ 19 bilhões, há um buraco de quase 20% nas contas. É difícil sair deste buraco. Com o Propag, vamos ter algum oxigênio, um cheirinho. O déficit vai cair de R$ 19 bi para R$ 12 bi", afirma o deputado estadual Luiz Paulo(PSD). 

O parlamentar identifica ainda outro caso estranho de gestão temerária com investimento de R$ 250 milhões da Cedae também no falido Banco Master. (Leia mais abaixo)

Enquanto isso, os indicadores socioeconômicos despencam. A taxa de desemprego no Brasil é de 5,6%, mas no Rio chega a 8,5%. O desemprego entre os jovens no País está em 12%, enquanto no Estado do Rio este índice é de 20,5%.

Na educação, os números não são também nada animadores, muito pelo contrário. O estado está em penúltimo lugar no ensino médio, segundo os últimos números do Ideb. (Leia mais abaixo)

A taxa de mortalidade infantil é de 74 para cada 100 mil bebês, enquanto a média é de 50 no Brasil. "A taxa de mortalidade no Nordeste é menor que no Estado do Rio", disse o economista Mauro Osório, que está à frente do Fórum de Reitores das Instituições Públicas de Ensino do Estado do Rio de Janeiro (Friperj), um simpósio permanente de reflexões que visam produzir diagnósticos sobre a situação do Estado.

DISTORÇÕES - "O Estado do Rio conta com as mais importantes instituições de pesquisa do País, tem a Petrobrás, mas 75% das empresas fornecedoras da Petrobras são de fora do Estado. Precisamos identificar as causas dessas distorções", analisou Osório. (Leia mais abaixo)

Osório ainda pondera que o Rio sofre os impactos históricos depois que deixou de ser capital e passou por mudanças após a fusão em 1975.

"Desde 1985, o crescimento dos índices de emprego formal no Brasil foi de 160%. No Rio, 60%. Desde então, o Rio perdeu 32% de participação no PIB do Brasil", frisou. (Leia mais abaixo)

Os índices de criminalidade também interferem no agravamento crise. Com grande parte de seu território tomado pelo tráfico de drogas e milícias, empresas migram para outros Estados, reduzindo a capacidade de arrecadação do Estado.

O roubo de cargas continua ser um dos tipos de crimes praticados no território fluminense. Na semana passada, depois de ver a prisão de cinco ex-governadores, deputados estaduais membros do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), o Rio agora assiste mais um capítulo desta crise que lhe persegue. (Leia mais abaixo)

BACELLAR E CASTRO - Desta feita, a bola da vez foi Rodrigo Bacellar. Mas os cariocas e fluminenses não podem se queixar de tédio para os próximos dias porque há ainda o Escândalo do Ceperj a ser julgado pelo TSE, um esquema que consiste em gastos de R$ 270 milhões na contratação de assessores e parentes de deputados que retiraram valores em dinheiro vivo na boca do caixa de agências bancárias, inclusive em Campos.

O governador Cláudio Castro e o próprio Bacellar estão entre os acusados de se beneficiarem das contratações para programas sociais que o Ministério Público e o TCE identificam como inexistentes. (Leia mais abaixo)



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