18/02/2017 09h32 | Foto: Divulgação

A Polícia Militar do Espírito Santo ampliou para 1.151 o número de policiais indiciados pelo crime de motim e revolta, durante a crise de segurança que atinge o Estado. Ao todo, o Espírito Santo tem 10 mil PMs em seus quadros.
Desde o dia 4, os portões do batalhões da PM estão bloqueados por acampamentos de familiares de policiais. As mulheres buscam impedir que os PMs saiam das unidades para trabalhar nas ruas. Elas reivindicam melhores condições de trabalho e reposição salarial.
O novo número de indiciamentos consta no Boletim Geral da PM, que é interno, e foram
confirmados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado. PMs ouvidos pela Folha são céticos quanto a capacidade do governo Estadual em processar mais de mil inquéritos em 60 dias, limite para a conclusão do Inquérito Policial Militar. Para eles, no entanto, a divulgação dos números serve para pressionar a volta ao trabalho dos militares. Caso sejam julgados e condenados, os militares podem pegar de 8 a 20 anos de prisão.
Inicialmente, o governo do Estado havia anunciado o inquérito de 703 policiais, mas o número agora aumentou devido a identificação de mais militares no motim.
Dos 1.151 PMs indiciados, 151 também responderão a processos administrativos, o que pode agilizar suas expulsões da corporação. Entre os que passarão por processo administrativo estão oficiais que defenderam o movimento de parentes de PMs que acampam diante dos portões dos batalhões.
Dos 10 mil PMs no Estado, cerca de 2.400 estariam atuando nas ruas, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública.
Fonte: Folha de São Paulo