Esperança para assistidas do Projeto Amai

Comunidade Terapêutica para Mulheres Dependentes Químicas administrada por associação em parceria com a prefeitura


quarta-feira, 08 de outubro de 2014     -      Foto: Divulgação Projeto Amai“Me sinto mais bonita. Passei em cinco clínicas antes e nunca consegui chegar aos quatro meses de tratamento como hoje. Para mim já é uma vitória ter chegado até aqui. Cheguei muito magra, doente, bebia muito, fumava muito e era viciada em remédios desde 15 anos. Perdi a guarda dos meus quatro filhos. Agora, quero reconquistar a confiança da minha família para viver com eles de novo”, declarou Geórgia Morethe Santana, 34 anos, que está há quatro meses na Comunidade Terapêutica para Mulheres Dependentes Químicas - Projeto Amai, administrada pela Associação Manoel José Barbosa, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde. Geórgia disse que muita coisa já mudou na vida dela, principalmente, o resgate da autoestima e da confiança. Outra assistida também já sente as mudanças. "Aqui, tenho esperança. É muito bom, porque não tenho acesso ao cigarro, nem à droga. Usei crack três anos, comecei com maconha. Mas eu estava fazendo minha família sofrer e eu também estava sofrendo”, disse Janilce Fonseca Pessanha Machado, 56 anos, assistida pela clínica. Em um ano e meio, a Secretaria pagou R$ 782 mil à Comunidade. A entidade tratou 67 mulheres adictas em 2013. Atualmente, a unidade atende 25 mulheres em dependência de substâncias psicoativas, com idades entre 18 e 55 anos. “O objetivo é recuperar, reabilitar e ressocializar as mulheres viciadas em álcool, remédios e outras drogas ilícitas. Esta foi a primeira clínica para mulheres em dependência química implantada no estado do Rio de Janeiro”, afirmou o vice-prefeito e secretário de Saúde, Doutor Chicão. Segundo a coordenadora técnica, Lidiane Gonçalves, elas receberam uma nova chance de viver. “Caminhamos muito a partir do momento em que firmamos o convênio com a Secretaria de Saúde. O trabalho sem o recurso da Prefeitura era muito difícil. Hoje temos uma equipe completa remunerada e com carteira assinada. Pagamos todos os funcionários com a verba do convênio, além de toda a alimentação", afirmou. O projeto Amai funciona 24 horas, na Rua Júlio Armond, 77, Custodópolis, em Guarus.



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