Escola dos Saberes: reunião avalia positivamente primeiro mês do projeto

Pessoas a partir de 60 anos de idade podem se matricular em uma das cinco Casas


  • 06/05/2019 15h14 Foto: SupCom.

A Escola dos Saberes já está rendendo frutos positivos: esta foi a conclusão após a primeira reunião de avaliação realizada na última sexta-feira (3) com a presença dos professores e coordenadores das Casas de Convivência. Lançado há menos de um mês, o projeto da Prefeitura de Campos, através da Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Smece) e Superintendência do Envelhecimento Saudável e Ativo (Sesa), já registra mais de 70 alunos com mais de 60 anos de volta à sala de aula. Campos é o primeiro município do país a oferecer este tipo de oportunidade à população idosa.    

Os professores lecionam nas cinco Casas de Convivência: Tamandaré, Centro Dia, Conselheiro Josino, Travessão e Dores de Macabu. No entanto, receberam da coordenadora da Smece, Ana Lúcia Prata Tavares, uma apostila que servirá de base para o andamento das aulas.    (Leia mais abaixo)

– Às vezes, o idoso fica constrangido diante da leitura e da escrita. Deixem a cópia de lado. Não queremos alunos que saibam assinar o nome. Usem a experiência de vida deles para abordar assuntos em sala de aula. São alunos que passaram dos 60 anos, no entanto, ainda são seres sociais, que precisam, inclusive, de interlocução, de serem ouvidos. Adaptem esse material e promovam um ensino mais leve e interessante, com riqueza em letramento e linguagem de sinais, por exemplo – disse a Ana Lúcia, que tem 46 anos de Magistério e foi coordenadora do Programa Brasil Alfabetizado. 

Em Campos, 12 mil idosos não sabem, sequer, assinar o próprio nome. Na Escola dos Saberes, além de receber o conteúdo regular do Ensino Fundamental, eles vão ter aulas de economia doméstica, inclusão digital, história das próprias raízes. “Todos os conteúdos transversais serão indicados pelos professores de cada Casa (de Convivência)”, destacou a superintendente da Sesa, Heloísa Landim.

A coordenadora pedagógica da Smece, Amanda Passalini, também compôs o encontro. Além da diretora da Escola Ferroviário Jacy da Silva Barbeto, Patricia. 

- O objetivo do projeto é dar visibilidade e garantia do direito dos idosos. Uma coisa é o Estatuto do Idoso dar a garantia do direito, outra coisa é fazer valer esse direito. E o prefeito Rafael Diniz, por meio do engajamento da Smece e da Sesa, está trabalhando para garantir, por meio de uma política pública, a emancipação dos idosos de Campos - afirmou Amanda Passalini.

As aulas acontecem nas Casas de Convivência, de segunda a sexta-feira. Pessoas a partir de 60 anos de idade podem se matricular em uma das cinco Casas. Os professores são disponibilizados pela Smece, através da Educação de Jovens e Adultos (EJA), que também cede um assistente social para acompanhar o desenvolvimento dos alunos. (Leia mais abaixo)



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