Equipes dos Caps aderem à luta nacional por política inclusiva

O evento, que contou com apitaço, teve o apoio da secretaria municipal de Saúde. Profissionais mostraram o trabalho realizado na rede de atenção psicossocial. Campos tem quatro centros


  • 18/09/2017 16h26 | Foto: Rodrigo Silveira/Comunicação PMCG .
As equipes dos quatro Centros de Atenção Psicossociais de Campos (Caps) realizaram nesta segunda-feira (18), na Praça do Santíssimo Salvador, o ato “Nenhum passo atrás – Manicômios nunca Mais”, que acontece em todo o país. O evento, que contou com apitaço, teve o apoio da secretaria municipal de Saúde e atende a uma convocação feita pelo Programa de Saúde Mental do Estado, visando chamar a atenção para medidas que são contra a Lei 10.216/01, que dispõe sobre a reforma psiquiátrica. A coordenação de Saúde Mental do Ministério da Saúde defende o retorno do modelo psiquiátrico manicomial, ou seja, a expansão de leitos em hospitais psiquiátricos. Segundo a coordenadora do programa municipal de Saúde Mental, Elisa Peralva, na ação a população foi informada da importância da socialização dos cerca de 40 pacientes atendidos diariamente pelos Centros, no município. Dois Caps estão localizados em Guarus, outro próximo à Faculdade de Medicina de Campos (FMC) e um em frente à Universidade Federal Fluminense (UFF), no Centro. A lei 10.216/01 prevê uma assistência mais digna, criteriosa e humanizada realizada através de atendimento e acompanhamento nos Caps. — O fim dos manicômios não é desassistência. Desassistência é ter como única opção a hospitalização. Há pessoas com transtornos mentais que viveram trancadas por 40 anos. Hoje, existem outras opções de tratamento — informa Elisa, acrescentando que, de acordo com a lei, internação de pacientes psiquiátricos se configura como último recurso de cuidado, quando todas as outras possibilidades extra-hospitalares se mostrarem insuficientes. Além dos tratamentos de rotina com profissionais especializados, os pacientes atendidos pelos Caps também participam de atividades extras envolvendo dança, artesanato e passeios para a melhor integração deles com as pessoas com quais convivem. — Estamos lutando por uma ideologia e poucas pessoas sabem como funciona um Caps, todo o trabalho realizado para inserir os pacientes dentro de atividades cotidianas e também na sociedade. Os pacientes precisam ter apoio dentro de suas casas, participar da rotina dos familiares e fazer amizades. Aproveitamos para explicar aos interessados a importância desses Centros de Atenção Psicossociais e os trabalhos que são realizados — explicou. Fonte: Comunicação PMCG 



fique bem informado