A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Subsecretaria de Atenção Primária, deu início ao serviço de teleinterconsulta na Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) de Conceição do Imbé. Nesta terça-feira (30), a subsecretária de Atenção Primária, Ana Carolina Xavier, esteve no local para acompanhar as atividades. O objetivo é ampliar o acesso das comunidades quilombolas atendidas pela UBSF, conectando-as com especialistas no Centro de Saúde Escola Custodópolis (CSEC), para oferecer assistência qualificada e fortalecer a atenção básica na região.
O projeto é uma cooperação entre Secretaria Municipal de Saúde e o Centro de Saúde Escola Custodópolis, que é mantido pela Fundação Benedito Pereira Nunes (FBPN).
Segundo Ana Carolina, o projeto irá funcionar da seguinte forma: Na UBSF, o médico da Estratégia de Saúde da Família (ESF) avalia o paciente e identifica a necessidade de consulta especializada. O profissional, então, estabelece uma conexão de teleinterconsulta com um especialista localizado no Centro de Saúde Escola de Custodópolis. O especialista, através da teleinterconsulta, oferece o suporte e a orientação necessários, garantindo um cuidado qualificado e especializado sem a necessidade de deslocamento adicional do paciente.
“A ideia de iniciar pela Unidade Básica de Conceição do Imbé é que ela atende a cinco comunidades quilombolas. Dessa forma, poderemos ampliar o acesso e garantir a equidade no cuidado para essa população atendida pela unidade”, ressaltou. A diretora de Atenção Primária, Kathelyn Cordeiro, reforça que o principal objetivo do projeto é levar especialistas para áreas remotas e de difícil acesso, como assentamentos e comunidades quilombolas, por meio das Unidades Básicas de Saúde. “Essa colaboração visa tornar o SUS mais eficiente e melhorar a qualidade do atendimento à população”, destacou. Os médicos do CSEC, Thais Pacheco e Leonardo Velasco, disseram que essa iniciativa da Prefeitura em implementar um projeto de comunicação direta com especialidades e unidades remotas é muito positivo. “Foi uma experiência maravilhosa, pode estar um pouco mais perto da construção da saúde desse indivíduo, o que possibilita otimizar o tratamento dessas unidades e auxiliar o médico que está lá presencialmente”, comentou Thais. (Leia mais abaixo)
“O projeto é muito benéfico para os pacientes e, também, para os profissionais de saúde, aproximando a medicina para quem reside em locais distantes e facilitando a troca de informações e orientações entre médicos”, complementou Leonardo.
Também participaram do início das atividades Wellington Carneiro, médico ESF da UBSF de Conceição do Imbé, e o diretor de Tecnologia da Informação da SMS, Henry Costa Lubanco. (Leia mais abaixo)