Neste mês de dezembro, a influenciadora Shantal Verdelho compartilhou com amigos um áudio – que depois viralizou na internet – contando os episódios de violência obstétrica que sofreu durante seu momento de parto. Segundo ela, seu médico a teria humilhado e exposto o sexo de seu bebê sem sua permissão.
Atualmente, o caso está sendo investigado pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) e os Hospitais São Luiz e Einstein para analisar a postura do obstetra responsável. (Leia mais abaixo)
Mas, afinal, o que configura violência obstétrica? Segundo a Câmara Municipal de São Paulo, a violência obstétrica “caracteriza-se por abusos sofridos por mulheres quando procuram serviços de saúde na hora do parto. Os maus tratos podem ocorrer como violência física ou psicológica, gerando vários traumas às mulheres. O termo não se refere apenas ao trabalho de profissionais de saúde, mas também às falhas estruturais de clínicas e hospitais públicos ou particulares”.
Ainda segundo o site, entre os tipos mais comuns, estão:
Como denunciar a violência obstétrica? De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, é necessário exigir, para fins de prova, uma cópia do prontuário, o qual costuma ficar depositado na instituição de saúde, mas pertence à mulher, que tem direito às cópias. A instituição pode apenas cobrar os custos para reprodução de fotocópias.
Depois disso, a mulher pode fazer a denúncia no hospital, na clínica ou maternidade em que foi atendida; discar o 180, nos casos de violência contra a mulher; discar o 136 para formalizar denúncia em relação ao atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS); ou ligar para o número 0800-701-9656 da Agência Nacional de Saúde Suplementar, em relação ao atendimento por plano de saúde.
Além disso, também é recomendado em alguns casos que se busque a ajuda de um advogado para entrar na justiça. (Leia mais abaixo)
Fonte: Dr. Jairo Bouer