Entenda a importância da luz solar para a saúde

Segundo professores do Reino Unido, as pessoas da vida moderna reduziram seu contato com a luz solar, porém esse comportamento pode provocar problemas de saúde especialmente em nações de zonas temperadas.


  • 23/02/2022, 16h44, Foto: Divulgação .

Na University College London, no Reino Unido, o professor de genética humana Steve Jones afirma que: “A luz solar é uma coisa poderosa, talvez mais poderosa do que a maioria das pessoas imagina”.

Em um país como o Brasil, tropical, a luz do sol é abundante em, praticamente, todo o ano e, facilmente, os cidadãos tendem a esquecer o seu valor. (Leia mais abaixo)

Já no caso de países mais ao norte da Europa, da Ásia e América do Norte, o sol tem pouca presença ao longo do ano, fazendo com que as pessoas passem longos períodos dentro de casa.

O professor Jones, em tom de preocupação, afirma que: “De certa forma, a vida moderna nos levou de volta à Idade da Pedra, quando vivíamos em cavernas”. De acordo com o mesmo, os efeitos negativos de uma vida longe da luz solar foram confirmados por muitos estudos realizados ao longo das recentes décadas.

O professor relata que “nos anos 1960, houve vários experimentos, feitos pelos franceses que foram para dentro de cavernas e ficaram por lá […] Todos começaram a dormir ou por períodos de tempo extraordinariamente longos ou extraordinariamente curtos, e eles não conseguiam perceber a diferença […] Todos eles disseram que sofreram de graves abalos no humor e depressão, tanto que muitos tiveram de sair muito antes do que haviam planejado”.

Mesmo com tal experimento, não é tão necessário colocar pessoas para viverem em cavernas para identificar os efeitos da falta da luz solar na vida de indivíduos. Apenas observar o comportamento durante o inverno em regiões de latitude alta, quando a luz do sol aparece pouco.

O professor Jones destaca que “no inverno, nós nos sentimos meio estranhos […] A falta de luz do sol significa que seu sistema imunológico não funciona tão bem”. (Leia mais abaixo)

Aarti Jagannath, professora associada de neurociência clínica da Universidade de Oxford, no Reino Unido, aponta que a pele humana não se trata apenas de uma barreira, mas sim de um órgão vivo do corpo humano. Um exemplo é quando é quando ela começa a produzir vitamina D, um componente essencial de muitas sinalizações diferentes no organismo.

O professor Steve Jones diz que: “Você pode obter vitamina D de várias maneiras […] Você pode fazer o que eu faço: tomar um comprimido de vitamina D. Com uma dieta de salmão e cogumelos, você não tem raquitismo [enfermidade que enfraquece os ossos]. Mas a melhor maneira, de forma esmagadora, é por meio do sol”.

Considerado raro, o raquitismo tem sido identificado com maior frequência. Jones afirma que “tem voltado por razões verdadeiramente deprimentes. A quantidade de sol que temos obtido caiu dramaticamente nos últimos 20 anos [...] Caiu mais rapidamente nos últimos dois ou três anos”.

Em acordo com a descrição do problema, a professora Jagannath aponta que “nós não estamos ficando ao ar livre, e isso vai ter um impacto no alinhamento do relógio biológico. Isso nos faz sermos ainda mais como ermitões dentro de uma caverna, dependendo da luz artificial”.

Segundo a professora, a solução para o problema é precisar manter uma rotina que ajude o organismo a se manter saudável, mais de acordo com a forma com que o dia se desenvolve. (Leia mais abaixo)

Jagannath diz que: “Fazer refeições na hora certa, ir para a cama na hora certa e ir ao ar livre, mesmo que esteja congelante, para aquela caminhada diária de 20 minutos e alguma exposição à luz [natural] [...] Simplesmente estar ao ar livre e expor-se à luz, para que você possa corrigir seu relógio circadiano, terá um enorme impacto benéfico na sua saúde e bem-estar”.



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