(Vídeo da entrevista ao final das informações) - Um dos representantes da nova safra de jovens lideranças, o engenheiro Tarcísio Miranda (MDB), de 29 anos, tem percorrido os municípios da região para construir alianças visando sua pré-candidatura à Câmara Federal nas eleições deste ano. Bisneto do senador Tarcísio Miranda e filho do juiz Paulo Assed, Tarcísio sabe da responsabilidade que carrega em função do cargo, mas também em razão do histórico familiar. Tarcísio é o entrevistado do Programa Radar, apresentado pelo jornalista Fabiano Venancio, nas plataformas digitais do Campos 24 Horas. Ele fala de seus projetos, alianças e apoios que tem buscado para conseguir uma vaga na Câmara Federal.
“Meu bisavô foi o primeiro senador estado do Rio após a construção de Brasília representando Campos, que era uma cidade cotada inclusive para ser capital do antigo estado. É preciso resgatar essa importância. Meu avô é uma referência tanto na sua vida pública como empresarial. Sei que tenho uma grande responsabilidade. Mas estou com muita vontade e ânimo para trabalhar”, disse. (Leia mais abaixo)
Uma das prioridades na plataforma de ideias e proposta de Tarcísio é o fortalecimento do agronegócio e da agricultura familiar. “A quantidade de famílias que vivem em torno da agricultura é algo muito forte. Vamos identificar regionalmente cada região, suas potencialidades e inserir esses polos no mercado do agronegócio com incentivos, capacitação e estudos técnicos. A pecuária nossa é também forte, já foi muito melhor, mas a cooperativa fechou, prejudicando muito os produtores”, constata.
"Campos se encontra entre duas capitais importantes, entre portos importantes numa área que precisa explorar como cidade-polo. Precisamos criar uma infraestrutura favorável para trazer indústrias não só na agroindústria, mas para trazer renda e empregos”, afirmou Tarcísio.
O engenheiro e empresário do ramo imobiliário percebe em suas andanças um desencanto da população, mas também um despertar dos jovens para a política.
“Há um desgaste muito grande do político porque a população não se sente representada, carece de atenção e carinho. Ela é mantida afastada do político. Precisamos usar as redes sociais e interagir com população especialmente as lideranças comunitárias e ficarmos atentos às suas necessidades. Por outro lado, vejo jovens lideranças de Campos e outros municípios empenhados nesta luta e interessados em política, o que me traz maior desafio e vontade trabalhar”, admite.
A geração de empregos passa pela qualidade da mão de obra, acrescenta o pré-candidato. “De nada adiante termos um mercado de trabalho favorável se não conseguirmos capacitar o jovem daqui com cursos voltados para a etapas de produção, seja nas indústrias ou no porto. Do contrário, vamos sofrer com a importação da mão de obra de outros estados para cá”, avalia. (Leia mais abaixo)
Um dos cursos mencionados por Tarcísio Miranda é o de salvatagem. “Mas custa R$ 5 mil, o que dificulta o acesso do nosso trabalhador. Precisamos então criar condições para permitir este acesso e encaminhar o candidato ao local de trabalho”.
Em sua avaliação, o prefeito Wladimir Garotinho (PSD) começou bem o governo, mas é preciso mais tempo para avaliação definitiva. “Ele está tentando recuperar o que Campos um dia já foi. Começou bem, pegou um período de pandemia, foi um ano difícil, mas precisamos esperar um pouco mais”.
Como engenheiro, Tarcísio analisa que que Campos carece de investimentos também no transporte viário. “Campos precisa de mais investimentos com mais vias e ciclovias porque não é uma cidade pacata, mas já é uma cidade grande e precisa melhorar sua mobilidade urbana.
Em sua avaliação, o governador Cláudio Castro (PL) está desenvolvendo um bom trabalho e ponderou sobre a situação de excepcionalidade enfrentada pelo gestor. “Ele teve só dois anos de governo está fazendo bem o seu papel, a partir dos investimentos com a venda da Cedae. buscando cumprir as metas e desafios do seu governo”.
Sobre o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), considera que tem erros e acertos, mas faz ressalvas quanto à discussão política nacional. “Todo governo tem erros e acertos, mas há em jogo uma disputa ideológica antagônica, quando o foco de todo governo deve ser melhorar qualidade vida da população. Como sou filiado ao MDB e meu partido tem na disputa a Simone Tebet, eu creio em sua capacidade de surpreender e considero que sua candidatura vai crescer”, finalizou. Veja A ENTREVISTA NO VÍDEO ABAIXO: (Leia mais abaixo)