A enfermeira Sabrina Rabetin Serri, que estava foragida por participação no procedimento estético que terminou com a morte de Marilha Menezes Antunes, de 28 anos, se entregou à polícia nesta quarta-feira (15).
Sabrina se entregou na sede da Delegacia do Consumidor (Decon). Questionada, a polícia afirmou que o mandado de prisão contra Sabrina foi cumprido. (Leia mais abaixo)
Sabrina atuava com o médico José Emílio de Brito, preso por ter realizado o procedimento que levou à morte da jovem. Na terça, a polícia foi até dois endereços de Sabrina, mas ela não foi encontrada.
"A prisão é muito importante, porque tanto ela quanto José Emílio vão responder presos pelo crime praticado, que é um crime hediondo. A polícia apresentou todas as provas, e agora os dois vão responder como réus pelo crime praticado contra a Marilha Menezes Antunes", disse o delegado Wellington Vieira, responsável pela investigação. (Leia mais abaixo)
Após saber do mandado de prisão contra Sabrina, a atendente de locadora de carros Lea Carolina Menezes Antunes, irmã de Marilha, afirmou que, apesar da dor ser imensa, ver a Justiça sendo feita traz força para a família e que a irmã não será esquecida.
“É um alívio em saber que não só o médico, mas a enfermeira Sabrina serão responsabilizados. Sabrina era o braço direito do médico e quando eu abri a porta do centro cirúrgico e vi o doutor Emílio reanimado minha irmã, a Sabrina me disse para sair dali e que se a minha irmã morresse a culpa seria minha”. (Leia mais abaixo)
No início de outubro, a Delegacia do Consumidor (Decon) indiciou Sabrina por homicídio e exercício ilegal da medicina. A profissional foi levada para a Decon para prestar depoimento no dia 1º de outubro.
Agentes da especializada cumpriram 8 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a outras pessoas envolvidas no caso — como a secretária e captadoras de clientes da clínica. Sabrina teve um celular e um notebook apreendidos. (Leia mais abaixo)
Juntamente com José Emílio, Sabrina já foi investigada outras vezes por lesão corporal grave durante procedimentos estéticos, em casos registrados em 2021 e em 2025, logo após a morte de Marilha.
Marilha morreu no dia 8 de setembro no hospital-dia Amacor, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil do RJ, Marilha foi vítima de erro médico. (Leia mais abaixo)
O médico José Emílio de Brito, que conduziu a hidrolipo em Marilha, está preso desde o dia 15. De acordo com a polícia, ele responde por homicídio e falsidade ideológica.
Segundo o delegado Wellington Vieira, Sabrina “praticou atos privativos de médicos”. (Leia mais abaixo)
“Segundo várias pacientes que vieram aqui depor, Sabrina realiza o anestésico da cirurgia. Isso é privativo do médico-cirurgião. Então a gente tem convicção que ela errou, e com certeza isso contribuiu para a morte da Marilha naquela cirurgia”, explicou.
Ainda de acordo com Wellington Vieira, “existe uma rede clandestina para captação de pacientes”. (Leia mais abaixo)
“Essas pacientes são iludidas, são induzidas a erro. São feitas promessas que não são cumpridas. As pessoas acham que estão seguras e chegam no dia da cirurgia sem ao menos ter uma consulta prévia com o médico, e aí são submetidas [ao procedimento] e se arriscam muito”, detalhou.
Um perito que prestou depoimento à Decon afirmou que a necropsia constatou 7 perfurações no corpo da vítima, com ao menos 2 lesões penetrantes que atingiram a cavidade abdominal e provocaram hemorragia interna. (Leia mais abaixo)
Um laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou perfuração no rim e hemorragia interna como causa da morte. Em registros feitos no dia da ocorrência, o médico havia atribuído o óbito a uma broncoaspiração seguida de parada cardiorrespiratória.
O que dizem os citados - A clínica informou na ocasião, em nota, que atua como hospital-dia, alugando o centro cirúrgico para equipes terceirizadas, que seriam responsáveis pelos insumos e pela condução dos procedimentos. A direção afirmou lamentar a morte, colaborar com as autoridades e manter a infraestrutura exigida para emergências. (Leia mais abaixo)
A família da vítima contesta. “Foram 90 minutos tentando reanimar a minha irmã”, disse Léa Caroline Menezes, irmã de Marilha, ao relatar demora no acionamento do socorro e falta de recursos no local.
Fonte: g1 (Leia mais abaixo)