Atualizado: domingo, 08 de fevereiro de 2015 - Foto: Campos 24 Horas

A crise econômica está se agravando cada vez mais em função da grande seca que assola o país. Acaba de ser divulgado o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do mês de janeiro, 1,24%, recorde dos últimos 12 anos, comparado a janeiro de 2003. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 12 meses, o IPCA acumulou alta de 7,14%, acima da meta do teto do governo, de 6,5%. Embora alimentação, habitação e transporte tenham influenciado na alta dos preços, em janeiro, o destaque foi a tarifa de energia elétrica, que subiu 8,27% e foi o maior impacto individual na inflação de janeiro, com 0,24 ponto percentual.
Nem a elevação da taxa de juros pelo Copom (Comitê de Política Monetária), ultrapassando a casa dos 12%, foi capaz de deter o crescimento da inflação. “Como todos sabem, quanto maiores as taxas de juros, maiores as dificuldades para o consumidor obter crédito. Com certeza, a recessão tende a crescer nos próximos meses tendo em vista a política monetária ortodoxa adotada pelo governo da presidente Dilma”, afirma o secretário de Controle Orçamentário e Auditoria, Suledil Bernardino.
O mercado automotivo já vem sofrendo com a desaceleração da economia tendo a pior produção em janeiro comparado ao ano de 2012. “Também as vendas caíram 18,8% em janeiro, comparado ao ano passado, principalmente, pela volta do IPI na venda de automóveis, mas o que chama a atenção do clima recessivo que passamos a viver foi a queda da venda de caminhões, acima de 27%, que mostra a baixa produção em diversos setores da economia”.
Na década de 80, até o chuchu tornou-se vilão da inflação. Mais recentemente, foi o tomate mas, agora, o preço da energia elétrica é que anda pesando no bolso do cidadão e das empresas. “Com isso, tornou-se um pesadelo para o governo porque a seca não dá trégua e a produção de energia à base de termoelétricas vem sendo a principal fonte geradora de energia para abastecer o mercado consumidor”.
- A prefeitura já paga mais de R$ 30 milhões, por ano, para manter a cidade iluminada, hospitais e escolas funcionando, entre outros prédios públicos, e já vem tomando medidas desde o ano passado e renegociando contratos com a empresa distribuidora de energia para serviços de alta tensão. Agora, novas medidas estão sendo tomadas para redução de custos de iluminação de quadras e prédios públicos, substituindo luminárias por de menor consumo, ou seja, as de 400 watts para 250 watts e introduzindo temporizadores com a finalidade de enfrentar as novas altas de preço de energia a serem praticadas por determinação do governo federal – finaliza o secretário.