Postado por Fabiano Venancio - As movimentações para a disputa de cadeiras na Câmara de Vereadores de Campos, na eleição que acontece em outubro deste ano, se sucedem. Identificada com as causas em defesa das mulheres, a empresária campista do ramo de beleza Patrícia Cabral, acaba de se filiar ao MDB, durante encontro com o deputado federal Gutemberg Reis, quando recebeu apoio do parlamentar emedebista.
A filiação justamente ocorreu no Dia Internacional da Mulher (08/03), no distrito de Xerém, onde reside o deputado. “Muito feliz em estar neste partido do qual tenho muito orgulho de agora fazer parte, tendo como principal bandeira a causa das mulheres. Vamos concentrar esforços para termos grandes conquistas e realizações”, disse a pré-candidata Patrícia, que é casada com o advogado eleitoral e criminalista Nilo Gomes. (Leia mais abaixo)
A empresária e ativista declarou também apoio a um projeto de lei do deputado Gutemberg que prevê “o afastamento do agressor e o uso de tornozeleira eletrônica, alterando a lei Maria da Penha e instituindo que o dispositivo de monitoração deverá ser capaz de alertar a vitima de eventual aproximação ilícita do agressor afastado”.
OUTRA BANDEIRA DE PATRÍCIA - Ela também defende a criação de um programa habitacional para que atender mulheres em situação de vulnerabilidade social.
A prioridade é atender as mulheres vítimas de violência doméstica, onde o projeto irá oferecer condições de retirá-las do convívio com o agressor, oferecendo moradia própria e digna a estas mulheres que também sofrem com a vulnerabilidade econômica”, afirmou Patrícia, atuante nas causas das mulheres em situação de violência.
“É inadmissível que as mulheres vítimas de violência doméstica e em situação de vulnerabilidade econômica, após terem a sua dignidade lesada, sejam obrigadas a conviver com seu agressor”, justificou Patrícia.
699 CASOS - De acordo com dados publicados pelo Forum Brasileiro de Segurança Pública, 699 casos foram registrados entre janeiro e junho, o que representa uma média de quatro mulheres mortas por dia. Em 2019, no mesmo período, foram registrados 631 casos. (Leia mais abaixo)
Patrícia observou que muitos estados e municípios já adotam a iniciativa de priorizar as vítimas da violência no acesso à moradia digna e priorizam aquelas estão em situação mais vulnerável, sofridas pela pobreza econômica e pela violência doméstica, situação que, em muitos casos, chega ao feminicídio”.
Ainda ao justificar o projeto, Patricia Cabral informou que o Brasil bateu recorde de feminicídios no primeiro semestre de 2022, quando milhões de mulheres sofreram algum tipo de violência, sendo a moradia o palco de 40% dos casos. “Sem uma casa própria, esta mulher tende a permanecer no ciclo de violência doméstica, vulnerável, e ser vítima de feminicídio”.