Emprego cresce em Campos

ARTIGO


04/06/2016    14h02 Suledil-capaSuledil Bernadino_____________ (*)Secretário de Controle Orçamentário e Auditoria Todos os meses, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publica os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) com referência à empregabilidade no país. Basicamente, as informações referem-se ao número de pessoas que ficaram desempregadas e empregadas durante o ciclo de um mês.  Pelo balanço feito pelo IBGE, Campos teve um saldo positivo em abril de mais de 670 novos empregos, de acordo com o Caged. Podemos atribuir estes números à retomada da moagem de cana-de-açúcar, referente à safra deste ano, e também ao fato da Prefeitura de Campos ter uma folha de grande impacto no comércio e estar pagando rigorosamente em dia aos servidores, o que contribui para conter o desemprego no setor secundário. A chegada dos recursos referentes à cessão de créditos pela Caixa Econômica Federal como parte da reposição das perdas dos repasses dos royalties para o município de Campos criou um clima também de confiança no setor empresarial da nossa cidade. Tão logo os recursos chegaram, imediatamente, a prefeitura começou a colocar em dia os pagamentos com os principais fornecedores de bens e serviços, fazendo o dinheiro circular rapidamente na cidade. Diversas obras, executadas pela prefeitura, que estavam paralisadas por conta da crise da receita oriunda dos royalties de petróleo, foram retomadas, recentemente, provocando admissão de mão-de-obra, principalmente, na área da construção civil, contribuindo para o aumento da empregabilidade da nossa cidade, que terá seu reflexo nos próximos números divulgados pelo Caged. As empresas adquirem no comércio local insumos para construção civil, tais como brita, areia, cimento, tinta, portas, janelas e outros, aquecendo o setor de distribuição de materiais para construção civil e irrigando a economia do município. Enquanto isso, o governo federal coloca uma má notícia na praça com a possibilidade de não ser paga a primeira parcela do décimo terceiro para milhões de beneficiários de aposentadorias e pensões do INSS. Caso isso se confirme, o estrago será muito grande para a maioria das cidades do nosso país, principalmente, para as de pequeno porte. O Governo do Estado do Rio está, juntamente, com os estados de Minas Gerais e Rio Grande do Sul, contando com um aporte de recursos federais para reduzir o déficit orçamentário deste ano. Enquanto não chega, a crise se aprofunda com o endividamento do nosso Estado, perante aos fornecedores de bens e serviços e pondo em risco o calendário de pagamento dos servidores do Poder Executivo. Vamos aguardar os próximos lances da política nacional para ver se o presidente interino Michel Temer consegue apontar uma luz no fim do túnel.



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