
A Coordenação de Saúde da Família preparou uma programação extensa de prevenção e promoção à saúde para comemorar o Dia Internacional da Mulher, com início nesta quarta-feira (8), data em que a homenagem acontece mundialmente. Distribuídas pelas Unidades de Saúde da Família (USF's), as atividades acontecerão até o dia 30. A programação inclui Sala de Espera com palestras sobre a saúde da mulher e autoestima, visitas itinerantes, atividades específicas para hipertensas e diabéticas e, oferta de Teste Rápido Diagnóstico de HIV, Sífilis e Hepatite – TRD.
“A Sala de Espera é o atendimento que fazemos enquanto os usuários estão esperando algum atendimento na Unidade, seja para médico, nutricionista, enfermeira, exames ou curativos. E comemorando a mulher, lembramos do empoderamento, das lutas e conquistas, mas também do que ainda falta avançar. Que a mulher precisa ter voz, buscar a unidade para promover saúde, buscando a vacinação, trazendo o filho e o marido e, também, vindo fazer seus próprios exames. Que ela precisa delegar tarefas em casa e ter tempo também para ela”, explicou a enfermeira e responsável pela Unidade de Saúde do Centro, Suzana Almeida Pinheiro.
Outra informação fornecida por ela é que o TRD está disponível todos os dias do ano, e pode ser feito em todasas USF's, exceto na de Machadinha. E, por isso, ela estará lá na quinta-feira(09) para atender à demanda dos moradores da localidade.
Para a nutricionista Aline Ferreira da Silva, é preciso ressaltar que ainda existe muito a fazer, principalmente no cuidado com a saúde, já que hoje a mulher trabalha, dirige e é independente, diferente de 50 anos atrás. Mas que ainda não tem tempo para coisas básicas como fazer o preventivo, controlar a pressão, e manter dieta saudável quando diabética. Segundo ela, é preciso aprender a ser gestora da família, orientando os filhos, assim como sempre foi feito com as filhas, a serem donos de casa, a serem pais e a cuidarem da saúde.
“Essa comemoração é em função da luta das mulheres ao longo dos anos. É uma luta permanente para garantir a igualdade de gênero, porque, mesmo quando tem mais escolaridade, quase sempre a mulher tem salário menor. Temos obtido muitas conquistas, como a Lei Maria da Penha, de 2007; a eleição da primeira presidenta em 2010; e, aqui em Quissamã, em 2016, a eleição de Fátima Pacheco, primeira mulher a ocupar o cargo de prefeita. Mas ainda há muito a fazer, muita informação a passar e, por isso, temos essa programação para as mulheres nas USF's do município”, esclareceu a coordenadora de Estratégia de Saúde da Família, Sheila Batista.