A Libertadores para Fluminense e Botafogo está neste momento “adormecida”. Amanhã, às 18h30, no Maracanã, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, os times se enfrentam em busca de objetivos distintos na competição. Na luta contra o rebaixamento, o tricolor precisa da vitória para seguir fora do Z4. Qualquer outro resultado poderá deixar a equipe de Mano Menezes novamente na chamada “turma da degola”. O alvinegro, por sua vez, sonha com o título. Líder, tem três pontos de vantagem sobre o Palmeiras, segundo colocado.
Resta saber agora como Fluminense e Botafogo vão a campo no fim de semana. Mesmo sendo clássico e importante para a luta de cada um no Brasileiro, na próxima quarta-feira ambos jogam pela Libertadores. Em vantagem, o tricolor só precisa de um empate diante do Atlético-MG, em Belo Horizonte, para avançar à semifinal. O alvinegro, após 0 a 0 no Nilton Santos, decide a sua vida contra o São Paulo, no Morumbis.
Emergência no Brasileiro Por conta de um péssimo início de Brasileiro, quando foi lanterna por algumas rodadas, o Fluminense não pode ignorar o campeonato. Desde que assumiu o tricolor, Mano Menezes convive com a necessidade de buscar os resultados necessários para tirar o tricolor do sufoco. Amanhã, o treinador deve escalar o que tiver de melhor à disposição. (Leia mais abaixo)
E nessa lista não entra Thiago Silva. O zagueiro sentiu uma lesão no calcanhar esquerdo durante o jogo contra o Atlético-MG e foi substituído no intervalo. O capitão tricolor ainda queria retornar para o segundo tempo, mas Mano Menezes vetou com receio de perdê-lo para o restante da temporada.
— A questão é que temos emergências para resolver e não podemos relaxar. Vamos colocar o que a gente tiver de melhor, obedecendo as condições dos jogadores. Vamos tentar voltar a vencer no Brasileiro (derrota para o Juventude na rodada passada). Não podemos deixar tudo pra depois, pois a pressão aumenta — disse Mano Menezes, após a partida de quarta-feira.
No lado do Botafogo, desde que Artur Jorge chegou, em abril, poupar jogadores sempre foi uma estratégia rechaçada. Nas vezes que times mais mexidos foram escalados pelo treinador português, era porque o elenco vinha sendo assolado por lesões, em meio a uma grande maratona de jogos. A partida contra o São Paulo é muito importante, mas isso não significa que esforços serão medidos amanhã.
Até porque o elenco do líder do Brasileirão está mais robusto do que nunca, após a última janela de transferências, e a queda na Copa do Brasil permite que o clube vá com força máxima nas duas frentes.
Ainda mais porque, assim como o Fluminense, o Botafogo terá a vantagem de um dia a mais de descanso em relação ao São Paulo, que recebe o Internacional no domingo — o jogo de volta da Libertadores é na quarta. Então, é possível queimar cartuchos. (Leia mais abaixo)
Ajustes nas finalizações Talvez, a maior chance de mudança esteja na defesa. Artur pode promover a reestreia de Adryelson, contratado por empréstimo até o final deste ano. Como o jogador disputou apenas quatro partidas em 2024, pelo Lyon-FRA, seria bom tê-lo com ritmo de jogo, caso seja necessária sua utilização no Morumbis. Além disso, Bastos chega de uma maratona que também incluiu compromissos pela seleção de Angola na Data Fifa.
Nas laterais, Vitinho e Alex Telles foram titulares no último jogo — o lateral-direito também iniciou contra o Corinthians, pelo Brasileirão — e podem ser poupados, dando lugares a Ponte e Marçal.
Para o clássico, um aspecto que não pode escapar do Botafogo é o problema da imprecisão nas finalizações. Contra o São Paulo, um “massacre” de 22 chutes terminou em placar zerado, e um confronto que ficou em aberto na Libertadores. Para o melhor ataque do Brasileiro, com 45 gols, será essencial acertar o pé neste fim de semana de virada de chave.
Fonte: Extra