Postado por Fabiano Venancio - O setor sucroalcooleiro do Norte Fluminense vive uma de suas piores crises. A Cooperativa Agroindustrial do Estado do Rio de Janeiro (Coagro), uma das esperanças de redenção do segmento, se encontra em sérias dificuldades, onde a maior preocupação são as demissões e as dívidas com fornecedores. Tito Inojosa, presidente da Associação Fluminense dos Plantadores de Cana (Asflucan), falou ao Campos 24 Horas sobre a situação do setor, que ainda sofreu um golpe com o veto do presidente Lula a um projeto considerado vital para que agricultores tivessem acesso a financiamentos.
A expectativa, entretanto, é a de que na safra de 2026 haja recuperação dos prejuízos sofridos este ano com a perda de 600 mil toneladas de cana devido à seca que castigou a região. (Leia mais abaixo)
"Com as chuvas que tem caído ultimamente na região, se tivermos o mesmo índice em fevereiro e março, acredito numa safra melhor para uma recuperação no próximo ano", disse Tito Inojosa.
Apesar das dificuldades, Inojosa descarta a possibilidade de a Coagro não moer cana na safra do próximo ano com previsão de ter início em junho.
"A Coagro conta com um grande número de cooperados, logo não faltará matéria-prima. E a questão das dívidas com fornecedores, a Cooperativa fez acordo com todos eles que concordaram com os termos e o problema vai ser equacionado".
A produção de cana na região é estimada em 2 milhões de toneladas, incluindo as lavouras de Campos, São Francisco de Itabapoana e Quissamã.
Além da Coagro, a cana tem como destino a Canabrava e a Paineiras, em Itapemirim (ES). O setor sofreu um golpe de frustração em agosto deste ano quando o presidente Lula vetou o projeto de lei de autoria do então deputado federal Wladimir Garotinho, que classificava a região Norte Noroeste Fluminense como semiárido, o que permitiria ao produtores a garantia da safra em caso de enchente ou seca. (Leia mais abaixo)
Os agricultores teriam ainda acesso a financiamento para tratar de sua lavoura com juros entre 3% e 5%, bem abaixo da taxa Selic, hoje a 15%