MP e PMCG explicam controle do transporte
quarta-feira, 30 de abril de 2014 - Foto: Filipe Lemos / Campos 24 Horas
Após megaoperação que resultou na apreensão de 60 ônibus, autoridades falam sobre controle temporário do transporte

Após a prefeitura ter assumido temporariamente o transporte na cidade, através de um Ato Administrativo da prefeita Rosinha Garotinho, e 60 ônibus terem sido apreendidos nas empresas de transporte para que 30% da frota circule a partir desta quinta-feira, uma entrevista coletiva foi realizada na noite desta quarta-feira(30), na sede do Ministério Público(MP).
Participaram da entrevista o promotor de Tutela Coletiva, Marcelo Lessa, a prefeita Rosinha Garotinho, o comandante do 8º BPM, coronel Antonio Carlos Sabino, o procurador da prefeitura Matheus da Silva José, o presidente do Instituto Municipal de Transporte e Trânsito(IMTT), Álvaro Oliveira, e o comandante do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Paulo César Rodrigues.
Inicialmente, o promotor Marcelo Lessa esclareceu que a operação de apreensão dos ônibus foi deflagrada para fazer que a lei de greve seja cumprida, com no mínimo 30% da frota circulando.
"É inadmissível a população ficar sem ônibus em um período de cinco dias, visto que já havia uma decisão de que a paralisação deveria ser suspensa. Não podemos admitir que os usuários sejam prejudicados diante uma luta entre empregados e empregadores", afirmou o promotor, que acrescentou que há indícios de conluio entre empregados e empresários. Segundo ele, há suspeita que empregadores tenham enviado um livro de ponto para que os grevistas assinassem, mesmo sem trabalhar. “Caso provas fossem conseguidas, e o livro de ponto seria uma delas, mandaria prender o dono da empresa por sabotar o transporte”, disse o promotor
O promotor enfatizou que a força será utilizada para estabelecer a ordem e os responsáveis serão punidos, criminalmente, caso ocorram badernas nesta quinta-feira. "Nós estamos do lado da população e garantir o direito de ir e vir de todos", destacou
A prefeita Rosinha Garotinho afirmou que não vai aceitar que joguem a população contra o governo. "Os rodoviários não podem cobrar de mim o que não é minha responsabilidade. Eles alegam que o movimento não é contra a prefeitura, mas contra os patrões, mas estão trabalhando como se nós tivéssemos a culpa", ressaltou. Ela afirmou ter recebido várias denúncias anônimas da infiltração de manifestantes de fora no movimento para criar baderna na cidade. "Fui informada que chegaram três ônibus a Campos para coagir as empresas, dizendo que vão queimar os ônibus se eles forem para as ruas. Já protocolei as denúncias nas polícias Civil e Federal,” disse.
A prefeita ainda garantiu que os ônibus voltarão a circular com passagem gratuita até a licitação do transporte público, que está prevista para o próximo dia 26.