Postado por Fabiano Venancio - O cenário e as perspectivas da disputa eleitoral de 2026 adquirem nova configuração em Campos depois da prisão de duas importantes lideranças da oposição, casos dos deputados estaduais Rodrigo Bacellar (União Brasil) e Thiago Rangel (Avante). Como ensina a máxima premissa de que na política não existe espaço vazio, a disputa de deputado estadual tem no vereador Marquinho do Transporte (DC) um pré-candidato potencial para ocupar esta lacuna pelo bloco oposicionista ao grupo de Wladimir Garotinho (PL).
Marquinho não faz oposição ao prefeito Frederico Paes (MDB), mas rompeu com o ex-prefeito Wladimir. Como apurou a reportagem do Campos 24 Horas, o vereador tem se movimentado por vários bairro e distritos de Campos e em outros municípios da região, fechando apoios e alianças com lideranças comunitárias. (Leia mais abaixo)
Marquinho também já teria parceiras com pré-candidatos a deputado federal, além de ter conseguido também atrair lideranças políticas e comunitárias que trabalhavam com o grupo de Thiago Rangel.
Uma dessas lideranças é Lourinho do Detran, que abdicou de sua pré-candidatura a deputado estadual para apoiar Marquinho.
VOTAÇÃO - Com cerca de 150 mil votos válidos sendo disputados pelos candidatos com base eleitoral em Campos (outros 150 mil tem contemplado candidatos de fora), as perspectivas apontam para a provável eleição de quatro representantes da região na Alerj.
Desses 150 mil votos na eleição de 2022, 46 mil votaram para eleger o deputado Bruno Dauaire (União Brasil). Se o parlamentar mantiver o mesmo desempenho eleitoral em Campos em outubro, restarão cerca de 100 mil votos para outras candidaturas locais.
Marquinho já admitiu que poderá se eleger fazendo entre 20 mil e 30 mil votos, mas a geografia de sua atuação na pré-campanha inclui regiões até mais distantes como Bangu, na zona oeste da capital. (Leia mais abaixo)
O ex-vereador Thiago Virgílio (Republicanos) e o vereador Maicon Cruz (PV) também estão na disputa por uma cadeira na Alerj esse ano.