Eleição: postulantes a prefeito com 1º teste nas urnas e num município em crise

Campistas vão às urnas em novembro para escolher o novo prefeito em momento difícil no município


  • 22/07/2020, 17h02, Fotomontagem: Campos 24 Horas.

Mesmo diante do insucesso do governo Rafael Diniz e, por consequência, um município vivendo uma crise sem precedentes em suas finanças, com atraso de salários de servidores, repartições públicas sem energia elétrica e sem conseguir fazer testagem em massa para identificar o maior número possível de infectados pelo coronavírus, o cenário das eleições deste ano em Campos deve oferecer um amplo leque de opções de pré-candidatos à prefeitura, incluindo uma maioria daqueles que irão pela primeira disputar um pleito majoritário. E será um teste importante para vários postulantes que, possivelmente, vão se apresentar pela primeira vez.

Pela primeira vez pretendem disputar a prefeitura os pré-candidatos Alexandre Tadeu (PRB), Cândida Barcelos (SD), Cláudio Rangel (PMN), Edmar Ptak (Pros), Jhonatan Paes (PMB), Lesley Bethoven (PSDB), Odisséia Carvalho (PT), Pedro Henrique (SD),  Pastor Éber Siva (DEM) e Wladimir Garotinho (PSD). (Leia mais abaixo)

O prefeito Rafael Diniz (Cidadania), pré-candidato a reeleição; o gestor público e empresário Caio Vianna (PDT); o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado do Rio de Janeiro (FCDLRJ), Marcelo Mérida (PSC); e o ex-prefeito Roberto Henriques (PC do B) já tiveram a experiência na disputa de uma eleição municipal. Mérida inclusive foi vice-prefeito de Italva.

Outros são debutantes na política, como os empresários Cláudio Rangel e Edmar Ptak; o petroleiro Lesley Bethoven; a médica Cândida Barcelos; o juiz Pedro Henrique (SD);  o cantor João Damásio; e o construtor civil Jhonathan Paes.     

Os novatos apostam no desgaste profundo das velhas raposas da política e se articulam com o uso intenso das redes sociais. Os nomes desconhecidos acreditam que a nova conjuntura estará favorecendo os novatos na política partidária, e aqueles que nunca ocuparam mandatos estarão sendo observados mais atentamente pelos eleitores.

São novas lideranças que certamente oxigenam a representação política. O grande número de novatos e outsiders é a face mais visível das últimas eleições no Brasil. Para muitos, representa uma renovação política e punição uma velha elite política imersa em escândalos de corrupção. A eleição de pessoas com pouca ou nenhuma experiência política e partidária é conhecida como 'outsider', mas nem sempre isso significa que correm por fora da política.

O exemplo mais emblemático é do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que se elegeu como um “outsider’, baseado em um discurso contrário à velha política, mas com ele próprio fazendo parte desta mesma política. Começou nesta política há 30 anos como vereador pelo Rio de Janeiro, depois deputado federal por sete mandatos, percorrendo vários partidos, inclusive as chamadas siglas fisiológicas.   (Leia mais abaixo)

Por enquanto, são intenções. Na política é comum que muitas siglas apresentem seus pré-candidatos visando menos a eleição do postulante, muito mais a negociação política ou "valorizar o passe" numa eventual disputa de um segundo turno. 

CALENDÁRIO - A Câmara dos Deputados aprovou a mudança das eleições municipais de 2020, em razão da pandemia do novo coronavírus. As novas datas são: 1º turno em 15 de novembro e 2º turno em 29 de novembro — o calendário original previa o primeiro turno das eleições em 4 de outubro e o segundo turno, em 25 de outubro. As convenções municipais estão marcadas para o período de 31 de agosto a 16 de setembro.



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