Postado por Fabiano Venancio - O favoritismo do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), é evidente entre os pré-candidatos a governador, mas outras frentes estão se movimentando em todo estado para a disputa do ano que vem. Com novidades e a pauta da segurança na centralidade das discussões, de acordo com pesquisa de intenção de votos do Instituto Prefabre. O Campos 24 Horas mostra estas movimentações para a eleição de governador, como a aparição do ex-governador Wilson Witzel, que em entrevistas admite entrar na disputa, a possibilidade do presidente da Alerj como mais um campista na cadeira de governador e sua aposta nas megaoperações policiais para crescer nas pesquisas, o ex-prefeito Washington Reis(MDB) em segundo lugar nas intenções de voto, e o surgimento de um ex-integrante do BOPE entre os citados na pesquisa de governador, além do real desafio de Eduardo Paes de se aproximar de prefeitos do interior para reforçar presença fora da órbita da capital e da Região Metropolitana.
Paes continua na frente, com 35,6% dos votos, mas Washington Reis(MDB), ex-prefeito de Duque de Caxias, aparece pela primeira vez em segundo com 6,5%. Outra novidade é a aparição do ex-policial militar Rodrigo Pimentel, ex-integrante do BOPE, em terceiro colocação com 5,9%. (Leia mais abaixo)
O deputado estadual campista e presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), chegou pela primeira vez com 5,6%.
Washington Reis tem pontuado nas pesquisas, mas de uma forma ainda tímida. Devido à sua liderança e prestígio na Baixada Fluminense, o nome do ex-prefeito caxiense tem sido ventilado tanto no Palácio Guanabara como no Palácio da Cidade (sede da prefeitura carioca) como uma opção interessante para compor um chapa como candidato a vice-governador. (Leia mais abaixo)
Bacellar, por sua vez, conta com o compromisso pactuado entre ele e o governador Cláudio Castro (PL) para ocupar o cargo de governador interino com o afastamento de Castro a partir de abril para disputar uma vaga no Senado.
Fontes na Alerj confirmam que Bacellar vai apostar todas as fichas na pauta da segurança em 2026. Entretanto, no caminho de Bacellar ainda há o julgamento (aqui) do caso Ceperj no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que pode deixá-lo inelegível. (Leia mais abaixo)
É oportuno lembrar que Cláudio Castro tem registrado aprovação da população em razão das operações de combate ao crime, como a que houve no Complexo da Penha, com mais de 120 mortes, incluindo cinco policiais.
E o atual governador decidiu mesmo apostar no combate à criminalidade através do enfrentamento com operações de peso nas comunidades controladas pelo tráfico de drogas. (Leia mais abaixo)
BARRICADA ZERO - Em outra etapa desta política de segurança, nos últimos dias a Polícia tem feito operações em diferentes áreas para a remoção de barricadas instaladas nas ruas pelos traficantes.
Outra novidade que pode surgir no páreo da sucessão é a aparição do ex-governador Wilson Witzel, que em entrevistas admite entrar na disputa ao Palácio Guanabara, de onde saiu afastado pela Alerj por irregularidades. (Leia mais abaixo)
O Prefabre resolveu testar outros nomes, como Pimentel, Mônica Benício, Felipe Kuri e Ítalo Marsilli, mas com exceção de Pimentel, os outros não passam da casa de um dígito.
PAES E VICE DO INTERIOR - Eduardo Paes busca se aproximar de prefeitos do interior para reforçar presença fora da órbita da capital e da Região Metropolitana, sua área de maior influência. E agora Paes tem ainda mais necessidade de um candidato a vice de centro direita e do interior, visto que o grupo político do governador Cláudio Castro (PL) ganhou força após a megaoperação com 121 bandidos mortos. (Leia mais abaixo)
O Campos 24 Horas traz ao leitor a tendência de alianças, sobretudo as posições dos prefeitos de Campos e Macaé, Wladimir Garotinho (PP) e Welberth Rezende (Cidadania), dentro do jogo eleitoral para a eleição do ano que vem.
O prefeito de Campos, Wladimir Garotinho, é um nome cogitado. Outro prefeito da região de quem Paes tem se aproximado é o de Macaé, Welbert Rezende (Cidadania). (Leia mais abaixo)
Eduardo Paes teve o PT do Rio como aliado nas últimas eleições, mas já tem sinalizado uma aproximação com a direita fluminense, depois de elogiar o pastor Silas Malafaia, um dos expoentes do bolsonarismo no Estado, e se encontrar também com prefeitos de centro direita na Baixada Fluminense.
Na análise de observadores da política fluminense, as relações entre o prefeito carioca e o PT já entrou numa curva de saturação. (Leia mais abaixo)
De acordo com esta mesma leitura, a tendência de Paes pode ser mesmo a busca de um candidato a vice que venha representar o interior, mas com um perfil de centro direita ou mesmo de centro, como Wladimir e o próprio Welbert.