Credenciado pelo desempenho eleitoral nas eleições do ano passado, com 32.673 votos alcançados para a prefeitura de Campos, o que forçou a realização de uma disputa em um segundo turno entre Wladimir Garotinho (PSD) e Caio Vianna (PDT), o médico Bruno Calil afirma ao Campos 24 Horas, dentro da série de entrevista que o site faz com pré-candidatos a deputado, que seu nome está à disposição do grupo político a que pertence para disputar uma cadeira de deputado federal. O próprio secretário estadual de Governo e deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar (SD), presidente da sigla, já admitiu que Bruno pode ser um dos nomes que deverão fazer com ele uma dobradinha no próximo pleito. Uma das bandeiras de Bruno, caso seja eleito, está relacionada à Saúde. O médico comenta sobre os demais pré-candidatos de seu grupo, inclusive cita o vereador Igor Pereira, que, em entrevista ao Campos 24 Horas (Aqui) no último fim de semana, também se colocou como pré-candidato a deputado federal do mesmo grupo político. (leia a entrevista abaixo)
Campos 24 Horas - Depois da expressiva votação na eleição para prefeito, o senhor agora tem seu nome cogitado para ser candidato a deputado federal. Como recebe e avalia esta possível indicação do Partido Solidariedade? Bruno Calil – Qualquer decisão em relação a ser ou não candidato será tomada em conjunto, reunindo todo nosso grupo político, liderado pelo meu amigo Rodrigo Bacellar. Tenho certeza que serão apresentados nomes comprometidos com o desenvolvimento de nossa região e com o bem estar da nossa população. Temos no nosso grupo grandes quadros como o próprio Marquinho Bacellar, que vem desempenhando um excelente papel na Câmara, além de outros aliados como Rogério Matoso, Nildo Cardoso e Igor Pereira, entre outros. Meu nome sempre vai estar à disposição da população de Campos, mas é bom destacar que vivemos um momento onde é necessário ter maturidade para escolher candidaturas viáveis e adequadas, de acordo com as necessidades da nossa região para o momento. (Leia mais abaixo)
C24H - Creio que seja a sua primeira entrevista após as últimas eleições em 2020. Gostou da experiência em disputar a eleição? Bruno – Com toda certeza concorrer às eleições em Campos foi uma grande experiência eleitoral e tenho certeza que foi algo engrandecedor para minha trajetória, tanto pessoal como política.
C24H– Em sua avaliação, quais as nossas principais demandas e prioridades pelas quais o senhor pretende lutar, caso se eleja deputado federal? Bruno – Acredito que hoje um deputado federal eleito por Campos deve focar em trabalhar pelo desenvolvimento da nossa região. Campos precisa retomar o emprego, a produtividade e valorizar suas vocações econômicas. O principal ponto é trazer de volta a autoestima do cidadão.
C24H– O senhor teria uma ideia em especial que poderia transformar em lei para beneficiar nossa população, caso desembarque em Brasília com seu mandato? Bruno – Uma atuação parlamentar, principalmente federal, deve ser pautada em trabalho, entendendo as demandas regionais e criando mecanismos para fazer com que o governo federal aporte o que for necessário, tanto em recursos quanto em serviços, para atender essas demandas. Projetos de lei devem ser pautados nisso também, sendo soluções para problemas e não mera burocracia.
C24H – Depois do ciclo histórico do açúcar, Campos agora tem no petróleo e no setor de serviços a base de sua economia. Mas a agricultura ainda ocupa seu espaço num município de grande extensão territorial como o nosso. Qual sua visão nesta questão da economia e da geração de empregos? E qual seria o papel de um deputado, além de propor emendas e trazer recursos para cá? Bruno – Um deputado deve, principalmente, atuar para fortalecer as vocações de Campos. Precisamos fortalecer o campo, aumentar a produção, garantir o reaquecimento do nosso comércio e qualificar a população. O campista precisa ter oportunidade para se qualificar, mas principalmente ter espaço no mercado de trabalho para poder colocar isso na prática.
C24H – Como eleito, o senhor irá também ser instado a participar da discussão sobre os problemas nacionais. Em sua visão, o que falta para que este país tão rico, mas não mesmo tempo tão desigual, encontre o caminho de um desenvolvimento para todos, com mais oportunidades e inclusão social? Bruno – O Brasil precisa de uma política mais humana, mais preocupada com a realidade e os problemas das pessoas. Como médico, eu busco sempre ter um olhar clínico para me colocar no lugar do próximo e pensar nas melhores formas de mudar a realidade de quem passa por qualquer tipo de dificuldade. A classe política precisa incorporar um pouco mais disso. (Leia mais abaixo)
C24H – Quais outras vocações de Campos que poderiam ser melhor exploradas como fonte de geração de emprego e renda? Bruno – Sem dúvidas, a agricultura e o comércio são pontos fundamentais que terão resultados a curto prazo. Mas não podemos esquecer de fortalecer a indústria, que também fornece mercado de trabalho para todas as mãos de obra, da mais simples à mais qualificada. Campos precisa de emprego para se desenvolver. As pessoas da cidade, que tanto tem sofrido, precisam recuperar seu poder de compra e, principalmente, a dignidade.
C24H - Como o senhor avalia a criação de um Fundo Soberano para os royalties, como tem sido feito por Niterói e Maricá, os dois novos ricos que mais recebem royalties hoje? Bruno – É importante que o dinheiro dos royalties seja pensado a longo prazo e o fundo soberano é fundamental pra isso. Vivemos por muito tempo em Campos com governos gastadores, que torraram os recursos dos royalties e esqueceram do futuro e planejar a cidade. Isso é o grande motivo da crise que Campos vem enfrentando há tantos anos ser tão grave.
C24H – Como médico, de que forma o senhor avalia a Saúde em Campos? O que falta fazer, onde houve avanços e onde se precisa avançar mais? Bruno – Sinceramente, a Saúde de Campos está estagnada há anos. Campos presta o pior atendimento na saúde básica no Brasil e isso acaba superlotando os hospitais.
C24H- Como gestor, como tem sido sua experiência na direção da UPA em Campos? Bruno – A UPA, sem sombra de dúvidas, é um grande desafio, mas que graças a toda nossa equipe e o suporte do nosso grupo, temos conseguido extrair bons números, tanto em relação ao atendimento quanto em relação à unidade que passou por reformas e teve diversos equipamentos restaurados e substituídos. Sem dúvidas, a saúde pública do Estado tem avançado, graças ao empenho e sensibilidade do governador Cláudio Castro.
C24H – Em outros estados, consórcios de municípios na gestão na área da Saúde têm produzido bons resultados. Este pode ser um caminho para que Campos possa funcionar com sustentabilidade como município-polo, atendendo a região, mas tendo uma compensação? Bruno- Volto a dizer que Campos só vai ter qualidade na Saúde quando a saúde básica funcionar. Não tem cabimento a saúde básica da cidade estar tão mal colocada em relação ao resto do país. (Leia mais abaixo)