Postado por Fabiano Venancio - A novidade dos últimos dias dos bastidores políticos do estado do Rio é a possível entrada do secretário de Assuntos Parlamentares do governo federal, André Ceciliano (PT), na disputa para o mandato-tampão de governador, que poderá ocorrer em eleição indireta na Alerj em março desde ano, caso Cláudio Castro (PL) renuncie o cargo para disputar uma vaga no Senado. Fontes afirmam que o PT tem o objetivo de ter um palanque forte para Lula no estado. O principal alvo do partido seria consolidar a aliança Lula/Eduardo Paes (PSD) no Rio. Nesta matéria, o Campos 24 Horas mostra ainda as movimentações do campo da direita para a disputa de governador.
A aliança do presidente petista com o prefeito do Rio, que é o candidato favorito em todas as pesquisas de governador, ainda não foi anunciada oficialmente. E com Ceciliano eleito para governar o estado até o fim do ano, isso poderia consolidar o apoio de Paes a Lula. (Leia mais abaixo)
A articulação do PT envolvendo André Ceciliano na Alerj depende, por outro lado, dos votos dos deputados do grupo político de Eduardo Paes.
Por que a eleição indireta de governador? - Inédita na história do Rio, a eleição indireta só acontecerá graças a desintegração da linha sucessória do estado: o vice-governador Thiago Pampolha (MDB), renunciou para assumir cargo no Tribunal de Contas do Estado. O plano era que Rodrigo Bacellar, a essa altura do campeonato, estivesse a poucos passos do ‘mandato-tampão’, mas no meio do caminho havia a Polícia Federal e a acusação de que ele tentou ajudar o ex-deputado TH Jóias a se livrar de uma investigação por envolvimento com o Comando Vermelho. (Leia mais abaixo)
DIRETA TAMBÉM SE MOVIMENTA - As movimentações do campo da direita para a disputa de governador nas eleições deste ano também continuam. Nos últimos dias tem surgido novos pretensos concorrentes cogitados para ocupar diferentes cargos. Entre os nomes inflados para a disputa de cargos majoritários na sucessão, o deputado estadual e secretário estadual de Cidades, Douglas Ruas (PL), filho do prefeito Capitão Nelson (PL), de São Gonçalo, continua a desfrutar de alta cotação entre as forças deste grupo político para disputar o Palácio Guanabara.
A estratégia inclui somar na disputa lideranças com densidade eleitoral e capital político em duas regiões de grande densidade populacional no Estado, a Baixada Fluminense, com seus mais de 4 milhões de habitantes, e a região da Grande Niterói com cerca de 2,5 milhões de moradores. (Leia mais abaixo)
É com este triunvirato de lideranças com base nestes gigantescos colégios eleitorais que a direita planeja enfrentar o prefeito do Rio, Eduardo Paes, líder nas pesquisas de intenção de voto e que figuraria como candidato de centro no espectro político partidário do Rio.
Por outro lado, o prefeito carioca, que por óbvio tem sua base eleitoral na capital, também já flerta com lideranças regionais com foco no interior, onde aparece o prefeito de Campos, Wladimir Garotinho (PP), que mantém estreita relação de amizade e pretende caminhar politicamente com o ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis (MDB), outra grande liderança da Baixada. (Leia mais abaixo)
Se Wladimir vier como vice na chapa de Paes, tendo Washington Reis como maior cabo eleitoral, estaria formada uma frente competitiva que uniria capital, interior e Baixada Fluminense para a disputa contra o campo conservador fluminense.
Assim, faltaria um nome com capilaridade política na região de Niterói, que poderia ser o prefeito Rodrigo Neves (PDT). (Leia mais abaixo)
QUAQUÁ - Washington Quaquá (PT), prefeito de Maricá, seria outro bom nome na região, mas Eduardo Paes tem sido aconselhado por assessores influentes a manter certa distância do PT, em razão das dificuldades dos petistas em tratar da pauta da segurança pública, embora Maricá (com 200 mil habitantes) tenha exibido números altamente positivos no combate à criminalidade, ao conseguir zerar o número de latrocínios e roubos de cargas em 2025.
Se a sorte ainda não está lançada, pelo menos o mapa está sendo desenhado por quem tem o poder de se mostrar como alternativa para o eleitor em 2026. (Leia mais abaixo)