Postado por Fabiano Venancio - A oposição em Campos deve lançar uma quantidade suficiente de candidaturas à Prefeitura de Campos nas eleições de outubro deste ano a fim de pulverizar a votação e tentar reduzir o favoritismo do prefeito Wladimir Garotinho (PP), que lidera de forma folgada as pesquisas de intenção de voto. Segundo fontes ligadas ao deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), que lidera o principal grupo de oposição a Wladimir e tem o peso da Alerj e grande influência no Governo Estadual, pelo menos três ou quatro candidaturas poderão ser lançadas por ele mirando a realização do segundo turno da eleição para prefeitura local. O Campos 24 Horas levantou alguns desses nomes, como dois vereadores e dois deputados, o que pode levar Campos a ter entre cinco e seis candidatos a prefeito, além de Wladimir. A incógnita deste período pré-eleitoral fica com Caio Vianna, filho do ex-prefeito Arnaldo Vianna e principal nome da oposição. O Campos 24 Horas mostra as articulações e variantes da eleição de Campos em mais uma matéria da série "Eleições Municipais de 2024". (Leia abaixo)
A expectativa da oposição é repetir a façanha de 2020, quando Rodrigo lançou como candidato o até então desconhecido médico Bruno Calil, que chegou a 32 mil votos, forçando a realização do segundo turno entre Wladimir e Caio Vianna, hoje deputado federal pelo PSD. (Leia mais abaixo)
A expectativa é que Rodrigo buscará outros trunfos na manga, como dois vereadores e dois deputados ligados a ele, para ameaçar o favoritismo do atual prefeito, visto que tudo indica que seu grupo terá candidato próprio ou vai apoiar mais de uma candidatura à Prefeitura. Uma destas possíveis candidaturas seria da deputada estadual Carla Machado, caso supere problemas com a legislação eleitoral. Embora no PT, a ex-prefeita de São João da Barra seria um dos nomes com chances de levar o apoio de Rodrigo.
O fato é que, a menos de oito meses da eleição de prefeito, Rodrigo Bacellar ainda não se manifestou sobre a sucessão. No entanto, fontes da oposição ouvidas pelo Site Campos 24 Horas afirmam que o parlamentar não ficará neutro na disputa.
As mesmas fontes informaram ao Campos 24 Horas que os vereadores Maicon Cruz (PSC) e Rafael Thuin (PTB) ainda não se apresentam como pré-candidatos a prefeito, contudo fariam parte da estratégia do grupo de Rodrigo como possíveis candidatos. Outra possível candidatura a prefeito de Campos em outubro próximo é do deputado Felipe Poubel que, apesar de não ser de Campos, tem estreitas ligações com Rodrigo Bacellar.
A estratégia da oposição da pulverização dos votos passa ainda por outras pré-candidaturas, como a do empresário Clodomir Siqueira Crespo, que tem mantido intensa atividade nas redes sociais com críticas ao atual governo.
OUTROS PREFEITÁVEIS - Além de Carla Machado, outras pré-candidaturas vem do PT, com dois aspirantes à sucessão: o professor Jefferson Manhães Azevedo e o sindicalista Hélio Anomal. Os petistas devem contar com apoio das forças formadas pelos partidos de esquerda como o Psol, PC do B e PV. (Leia mais abaixo)
CAIO VIANNA - A incógnita fica com Caio Vianna que, entretanto, tem mantido uma relação institucional com o próprio Wladimir, após flertar com o próprio Rodrigo Bacellar. Wladimir e Caio inclusive mantiveram encontro no gabinete do prefeito quando anunciaram parcerias.
WLADIMIR, OPOSIÇÃO E A CÂMARA - Os grupos liderados por Wladimir e Bacellar chegaram a travar tensos embates na Câmara Municipal após a tumultuada eleição da Mesa Diretora do Legislativo, quando o governo foi surpreendido com o voto contrário do vereador Maicon Cruz (PSC), que ali debandou para as fileiras da oposição.
Depois, os dois grupos selaram a pacificação com a participação do governador Cláudio Castro (PL), com o propósito de unir forças para recuperar as finanças do município após a desastrosa gestão do ex-prefeito Rafael Diniz.
Mas depois oposição e governo voltaram a se embrenhar num duelo que culminou com a não menos polêmica votação da Lei Orçamentária Anual (LOA).
As partes, entretanto, chegaram a um acordo, não sem a intervenção do Ministério Público Estadual e o próprio Judiciário. A votação da LOA que rotineiramente ocorria até o fim do recesso no final do ano, aconteceu no último dia 24 de janeiro. (Leia mais abaixo)