Campos: 4 candidatos a prefeito oficializados, tempo de TV e cenário atípico

Construtor, apresentador de TV, técnico petrolífero e advogado são os primeiros nomes confirmados


  • 05/09/2020, 12h28, Foto: Filipe Lemos/Campos 24 Horas e Divulgação.

Apresentador de TV, construtor civil, técnico do setor petrolífero e advogado são os quatro primeiros candidatos a prefeito de Campos oficializados pelos seus partidos durante convenções realizadas esta semana. Agora, os nomes serão encaminhados para homologação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Por outro lado, continua a disputa dos pré-candidatos a prefeito para reunir o maior número de partidos em suas coligações, a fim de ter o maior tempo diário de TV e rádio. O Campos 24 Horas apresenta ao final desta matéria uma previsão do tempo presumível de TV que cada partido pode ter na eleição municipal. Individualmente, o PSL, com 12,81%, e do PT, são os partidos que podem ter mais tempo no horário gratuito.

Os oficializados esta semana como candidatos a prefeito de Campos foram: o construtor civil Jonathan Paes, de 33 anos, e seu vice, o médico Constantino Ferreira, na convenção do Partido da Mulher Brasileira (PMB) que ocorreu  na noite desta sexta-feira (4); quinta-feira foi a vez do apresentador de TV Tadeu Tô Contigo e seu vice coronel Ramiro serem oficializados pelo Republicamos; na quarta-feira, o PSDB confirmou o técnico do setor petrolífero Lesley Bethoven e sua vice, a médica Carla Waleska; neste sábado, o atual prefeito Rafael Diniz teve o nome oficializado pelo Cidadania. Já o PSL transferiu sua convenção que havia sido anunciada para este sábado, durante a qual oficializaria o nome do ex-comandante do 8º BPM, o coronel Fabiano de Souza, como candidato à prefeitura. (Leia mais abaixo)

CENÁRIO ATÍPICO E TEMPO DE TV

O cenário atípico de pandemia, onde se somam as crises econômica e sanitária, desafia os partidos a buscarem meios de se conectar com os eleitores nestas eleições de 2020. Com o corpo a corpo e as reuniões tradicionais das campanhas municipais prejudicados devido às recomendações de isolamento social, o uso da internet, rádio e TV assumem peso ainda mais decisivo na conquista do eleitor. Entretanto, para os chamados partidos nanicos as dificuldades se tornam maiores: eles estarão fora da propaganda política no rádio e televisão. Pelo menos 10 partidos nanicos ficarão sem tempo de propaganda por não terem atingido às chamadas cláusulas de barreiras. As siglas que não alcançaram uma porcentagem mínima de votos nas eleições de 2018 perderam esse espaço. Esta será a primeira vez que uma eleição municipal deverá seguir a regra estipulada pela minirreforma eleitoral aprovada em 2017.

As siglas perdem o direito tanto de participar do horário eleitoral quanto das inserções de até um minuto entre as programações. A partir de 9 de outubro, de acordo com a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), partidos e coligações darão inicio à propaganda eleitoral no rádio e na televisão. O PSL e PT terão os maiores tempos de rádio e TV para a propaganda gratuita na mídia. 

O tempo de cada sigla é determinado pelo número de votos válidos que ela recebeu na eleição de deputados federais. “Nós apostamos neste tempo de rádio e TV, mas também em nossas propostas, assim como projetamos voltar a ter pelo menos dois representantes na Câmara de Vereadores”, disse a pré-candidata do PT, Odisséia de Carvalho.  

Embora o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não tenha divulgado a lista com o tempo de cada partido, já estão fora das mídias tradicionais as seguintes siglas: Rede, PSTU, PMN, PCB, PRTB e DC. (Leia mais abaixo)

O fim desta exposição na mídia, bem como a extinção das coligações nas eleições proporcionais, é uma estratégia adotada para frear a proliferação de partidos no Brasil, que atualmente conta com 33 siglas.

Os partidos que estão de fora se organizam para usar as ferramentas que estão à disposição como as redes sociais e a distribuição de material gráfico.

Dirigentes de siglas menores apostam na construção de coligações partidárias para as candidaturas de prefeito e vice. Fazendo a chamada dobradinha com as legendas maiores, esses partidos nanicos ganham chance de sobrevivência e perspectivas de maior fôlego para esta disputa e as eleições de 2022.

Já outros partidos como aqueles que formam a corrente de pensamento da esquerda radical, casos do Psol, PCB, PSTU e o novato UP (Unidade Popular), confiam na atuação de militantes e voluntários numa campanha de rua limitada pelas restrições do contato físico.

A utilização da internet nas campanhas não é novidade. Desde as eleições de 2018, as redes sociais já mostraram ter peso decisivo na escolha dos candidatos.   (Leia mais abaixo)

O maior exemplo recente é o de Jair Bolsonaro (hoje sem partido), eleito presidente da República, com oito segundos de TV, enquanto Geraldo Alckmin (PSDB), com cinco minutos, não foi para o segundo turno.

Mas especialistas lembram que as campanhas municipais são diferentes. Embora o prefeito Rafael Diniz (Cidadania) tenha sido eleito com o peso das redes sociais, as caminhadas de rua nos bairros, localidades e distritos também pesam no desempenho final. 

Os partidos menores também terão dificuldades na obtenção de verbas. A resolução de 2017 diz que terão acesso aos recursos do fundo partidário e à propaganda gratuita no rádio e na TV os partidos que tenham alcançado nas ultimas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 1,5% (um e meio por cento) dos votos válidos, distribuídos em pelo menos 1/3 das unidades da Federação, com um mínimo de 1% (um por cento) dos votos válidos em cada uma delas ou tiverem elegido pelo menos nove deputados federais distribuídos em pelo menos um terço das unidades federativas.

Na busca da sobrevivência, três partidos já foram incorporados a outras siglas. Em 2019, o PRP foi se somou ao Patriota; o PPL ao PC do B e o PHS se juntou ao Podemos, único deste grupo que, sozinho, já havia superado a cláusula de barreira.  

TEMPO DE TV - Individualmente, as legendas do PSL, com 12,81%, e do PT, com 11,32 %, têm os maiores tempos de TV. No caso da eleição majoritária, os candidatos terão dois blocos de 10 minutos de guia eleitoral três dias por semana. Os demais partidos podem ter os seguintes percentuais de tempo de TV. O cálculo oficial ainda será divulgado pela Justiça; veja abaixo: (Leia mais abaixo)

PSDB, com 6,6% PSD, 6,43% PP, 6,12% PSB, 6,02% MDB, 6,08% PR, 5,84% PRB, 5,58% DEM, 5,12% PDT, 5,08% PSOL, 3,11% NOVO, 3,07% PODE, 2,51% PROS, 2,28% PTB, 2,26% SOLIDARIEDADE, 2,18% AVANTE, 2,06% PPS, 1,78% PSC, 1,97% PV 1,78%



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