Como um algodão entre cristais, Frederico terá que abrandar os ânimos na disputa de deputado para acomodar vereadores

Prefeito Frederico administra a delicada situação de governar e evitar baixas na base governista da Câmara por conta das eleições deste ano


  • Atualização em 07/06/2026, 10h07, Foto: Campos 24 Horas.

Postado por Fabiano Venancio - A quatro meses das eleições deste ano, o prefeito de Campos, Frederico Paes (MDB), não disputará nenhum cargo eletivo em 2026, mas se depara com a decisão de alguns vereadores da bancada governista em não aderir aos pré-candidatos a deputado estadual apoiados pelo governo e três parlamentares que vão disputar as eleições. Assim, o prefeito vai ter que se equilibrar entre as responsabilidades de gestor, a fim de que sua administração não seja questionada por atos políticos e, ao mesmo tempo, evitar que a posição de alguns vereadores que têm potencial eleitoral não venha também comprometer o projeto político do grupo liderado por ele e pelo ex-prefeito Wladimir Garotinho (PL). O Campos 24 Horas levantou alguns vereadores da base governista que não apoiam Bruno Dauaire (União) e Thiago Virgílio (Republicanos), visto que já firmaram compromissos  partidários ou pessoais com outros pré-candidatos este ano. São eles Anderson de Matos, Silvinho Martins, Luciano Rio Lu, Marcos Elias, Kassiano Tavares, Marquinho do Transporte, Leon Gomes, Paulo Cothé e Bruno Pezão

Os dois primeiros a abrir uma cizânia no grupo capitaneado por Wladimir/Frederico foram os vereadores Leon Gomes (PDT) e Marquinho do Transporte (DC), que tiveram seus aliados exonerados na Prefeitura porque suas pré-candidaturas não contam com as bençãos do Cesec. Já o vereador Kassiano Tavares (PP) se lançou pré-candidato a deputado estadual. (Leia mais abaixo)

Leon é pré-candidato a deputado federal; Marquinho concorre a uma vaga de deputado estadual. E não para por aí. Outros vereadores, embora apoiem Wladimir em sua tentativa de retornar à Câmara Federal, também não estão alinhados ao projeto do grupo governista quando se trata de candidaturas à Assembleia Legislativa (Alerj), por compromissos partidários ou pessoais.

São os casos de Silvinho Martins (MDB), que tem acordo com a família Reis, liderada pelo ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, e apoia o seu irmão Rosenverg Reis (MDB) para a Alerj.

O vereador Paulo Cothé (MDB), por sua vez,  tem compromisso de apoiar Gutemberb Reis (MDB) para deputado federal e Alberto França (MDB) para Alerj.

Já o vereador Pastor Anderson de Matos (Republicanos) confirmou ao Campos 24 Horas vai apoiar pré-candidatos do seu partido, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus.

O pré-candidato apoiado por Bruno Pezão (PP) é o deputado estadual Jair Bitencourt (PL), com base eleitoral no Noroeste Fluminense, que tenta a reeleição. (Leia mais abaixo)

O vereador Pastor Marcos Elias (Podemos) também não vai apoiar nem Bruno Dauaire nem Thiago Virgílio, mas Rosenverg Reis (MDB) para Alerj. O vereador Nildo Cardoso (PL) possivelmente vai apoiar Julio Lopes para Câmara Federal.

O vereador Luciano Rio Lu (PDT) já declarou apoio Fernanda Neves (PDT), esposa do prefeito de Niterói Rodrigo Neves e pré-candidata a deputada estadual.

Caberá agora ao atual chefe do Executivo usar de habilidade e administrar a delicada situação como algodão entre cristais e gerenciar a situação, a fim de que sua administração não seja questionada por atos políticos e, ao mesmo tempo, não causar melindres e mais baixas na base de apoio no Legislativo que possam comprometer a governabilidade.

A engenharia política traçada pelo grupo Wladimir/Frederico prevê assegurar a eleição do ex-prefeito como deputado federal e a de Bruno Dauaire (União Brasil) e Thiago Virgílio (Podemos) à Assembleia Legislativa (Alerj).



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