Após perder três eleições, Caio Vianna mira Brasília, mas tem foco em Campos

ELEIÇÃO 2022 – Pré-candidato a deputado federal foi o entrevistado do Programa Radar 24 Horas


  • 28/07/2022, 07h45, Foto: Campos 24 Horas.

(Vídeo da entrevista ao final desta publicação) - Apesar da pouca idade, aos 33 anos Caio Vianna (agora no PSD) quer conquistar uma cadeira de deputado federal. Já foi assessor parlamentar do pai, o ex-prefeito Arnaldo Vianna, quando este foi deputado federal, disputou e perdeu três eleições e foi também Secretário de Ciência e Tecnologia de Niterói. Formado em gestão pública e desenvolvedor de sistemas de computação, Caio disputa este ano uma nova eleição para deputado federal, depois de uma boa votação para a prefeitura de Campos, em 2020. Nesta entrevista ao Programa Radar 24 Horas, apresentado pelo jornalista Fabiano Venancio e veiculado nesta quarta-feira (27) nas plataformas digitais do site Campos 24 Horas, o pré-candidato se declara preparado para representar Campos e o Estado do Rio em Brasília e revela algumas de suas propostas. Na visão de Caio Vianna, o desenvolvimento regional passa pela criação de mecanismos para atrair empresas para Campos. Ele também destaca a importância da capacitação profissional com ênfase na geração de oportunidades de emprego na área da tecnologia. No campo da política, teceu críticas ao posicionamento do ex-governador Anthony Garotinho nos embates com o governador Cláudio Castro (PL). Na entrevista, Caio deixa claro que vai disputar a eleição para deputado federal, mas seu sonho maior mesmo ainda é ser prefeito de Campos. Em alguns momentos da entrevista, o jovem político se mostrou incomodado com algumas perguntas a respeito de processos judiciais que foram respondidos pelo seu pai por acusação de irregularidades na prefeitura de Campos.

— A vida é um processo de contínuo de aprendizado. Apesar da pouca idade, já tenho uma experiência de vários anos vendo meu pai atuando politicamente, sempre me superando e buscando o melhor. Hoje me sinto ainda mais preparado, me formei em gestão pública e sempre buscando mais conhecimentos com o objetivo de entregar resultados a população, afirmou Caio. (Leia mais abaixo)

Em Brasília, caso seja eleito, Caio afirmou que vai mirar seu foco no desenvolvimento regional, na capacitação profissional e na geração de empregos com ênfase na área da tecnologia. “É o mercado que mais cresce e gera mais oportunidades de emprego”.

O pré-candidato destaca que hoje a tecnologia da informação é uma área que também paga bons salários e registra escassez de profissionais. “Entre as funções mais valorizadas estão a de gestor de tráfego, programador ou desenvolvedor de sistemas e engenheiro de dados. “É uma área em que quando se adquire formação técnica e conhecimento vai logo trabalhar porque o mercado de trabalho está disputando esta mão de obra qualificada”.

Em sua primeira oportunidade de contribuir, partiu de Caio a sugestão para que fosse implantado o Navegar é Preciso, um dos programas mais emblemáticos no governo do pai, que o pré-candidato destaca como sua maior referência. 

“Eu tinha uma rede de computadores e ficávamos com um grupo de amigos lá em casa, quando surgiu a ideia que passei ao meu pai para que fosse criado um programa de inclusão digital na prefeitura. O Navegar é Preciso surgiu ali e jamais poderia ter sido extinto como aconteceu em outros governos”, lembra.  “E hoje é mais fácil implantar programas de inclusão digital. Aquela época um computador e outros insumos eram muito mais caros”, acrescenta.   O programa formou milhares de campistas e não poderia ter acabado. Precisamos discutir a sua volta para a capacitação de mão obra num setor que busca um perfil profissional qualificado, com as empresas gerando muitos empregos e salários muito acima da média”, arremata.

“Mesmo sem nunca ter exercido mandato eletivo, já entreguei bons resultados à população. Quando meu pai era prefeito eu ainda muito jovem ajudei criar outros programas que as pessoas sentem falta até hoje e que sofreram descontinuidade”, disse Caio, destacando outras ações que surgiram também por sua inspiração na gestão de Arnaldo, como o programa de escolinha de skate que abrigava mais de 2.500 crianças inscritas no Jardim São Benedito, Farol de São Thomé e Goytacazes. “Este projeto acabou. Quem perdeu com isso foi a população”. (Leia mais abaixo)

Caio mira Brasília, mas seu sonho maior mesmo ainda é ser prefeito de Campos. “Não posso negar que meu sonho sempre foi esse”, destacando que em sua primeira experiência como candidato a prefeito, em 2016, obteve “votação surpreendente”, levando-se em conta as circunstâncias.

“Eu tinha apenas 26 anos, mas tinha como tenho até hoje comprometimento com um projeto para nossa cidade. Meu desejo transformar política de Campos, que a cada ano se mostra pior. O que temos visto são gestões ineficientes e desperdício do dinheiro público”.

 Aquela época, Caio não teve o apoio do pai. Arnaldo explicava seu desejo de ver o filho de volta aos estudos, se formar para só então depois pensar em política. “Ele precisa estuda. Eu antes de entrar para a política, estudei e me formei em medicina”, dizia.

No entanto, com a insistência e o desempenho de Caio, já formado em gestão pública, Arnaldo decidiu apoiá-lo em 2020.  A cada eleição nós temos aumentado nossa votação o que demonstra a credibilidade que a população tem dado ao nosso trabalho”, destacou.

Na visão de Caio Vianna, o desenvolvimento regional passa pela criação de mecanismo para atrair empresas para Campos, como o Fundecam (Fundo de Desenvolvimento de Campos). (Leia mais abaixo)

“Este vai ser o meu maior papel. Trabalhar em Brasília para criar um ambiente favorável a atração de empresas para Campos. As Zonas Especiais Negócios podem absorver os impactos positivos Porto do Açu, uma ideia minha que o prefeito Wladimir Garotinho anunciou que vai implantar, mas se esqueceu porque nunca ouvi mais falar nisso. Campos deveria ser um polo logístico, outra vocação do município. Ficamos num eixo próximo a Minas, Rio de Janeiro e Espírito Santo, mas parece que falta mesmo vontade política e planejamento”.

Caio também falou de suas ações e a experiência como secretário em Niterói, assim como presidente local do PDT, quando dois vereadores do partido, Marquinhos do Transporte e Luciano Rio Lu, deixaram a bancada de apoio ao governo Wladimir para se somar a oposição. “Não sou dono mandato de ninguém, o que posso fazer é dialogar, as pessoas podem concordar ou não. O que houve foi uma orientação partidária contra aumento de impostos porque estava sendo prejudicial ao povo”.

Ainda no campo da política, teceu críticas ao posicionamento do ex-governador Anthony Garotinho (União Brasil), que considerou “imprudente”, nos embates com o governador Cláudio Castro (PL).  “Tem sido uma posição imprudente porque o governador tem ajudado o município o trazido obras e ações para Campos”, finalizou.  (Veja a entrevista n vídeo abaixo)



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