Alvo de nova fase da Lava-Jato, Eike não é encontrado pela PF

Segundo advogado, empresário está no exterior e vai se apresentar


26/01/2017       07h29       |       Foto: TV Globo Agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal realizam uma operação para cumprir nove mandados de prisão preventiva e quatro conduções coercitivas na Operação Eficiência, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (26). Entre os principais alvos com mandados de prisão expedidos está o empresário Eike Batista, dono do grupo EBX. Por volta das 6h40, Fernando Martins, que se apresentou como advogado de Eike Batista, chegou à casa do empresário, no Jardim Botânico, e informou que ele está viajando, mas disse que ele vai se entregar à polícia. O empresário já é considerado foragido da Justiça. Outros alvos da operação são o ex-governador Sérgio Cabral, que já está preso no complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu, e Wilson Carlos e Carlos Miranda, que também estão presos. Todos os mandados de prisão foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A PF investiga crimes de lavagem de dinheiro consistente na ocultação no exterior de aproximadamente U$ 100 milhões. Boa parte dos valores já foi repatriada. Também são investigados os crimes de corrupção ativa e corrupção passiva, além de organização criminosa. Até as 6h30, um mandado de prisão havia sido cumprido contra Flávio Godinho, vice-presidente de futebol do Flamengo. Ele é acusado de ser um dos operadores do esquema, através da ocultação e lavagem de dinheiro das propinas que eram recolhidas das empreiteiras que faziam obras públicas no Rio de Janeiro. A PF ainda tenta cumprir também outros cinco mandados de prisão e quatro de condução coercitiva. Segundo as investigações, as pessoas que devem ser conduzidas coercitivamente até a sede da Polícia Federal do Rio seriam beneficiárias do esquema de corrupção. Esse é o terceiro mandado de prisão preventiva expedido contra Sérgio Cabral, Wilson Carlos e Carlos Miranda. Os agentes também tentam cumprir mandados de condução coercitiva contra Maurício de Oliveira Cabral Santos, irmão mais novo do ex-governador, Suzana Neves Cabral, ex-mulher de Sérgio Cabral, Luiz Arthur Andrade Correia e Eduardo Plass. Eles seriam beneficiários do esquema de corrupção. Maurício Cabral foi sócio na LRG Consultoria e Participações, de Carlos Miranda, um dos operadores do esquema de corrupção. A PF cumpre mandados de busca e apreensão em cerca 40 endereços. São as casas dos presos e das pessoas que estão indo prestar depoimentos e de empresas investigadas nesse inquérito. As empresas são essas: - Hoya Corretora de Valores e Câmbio Ltda - Canhoeta Negócios Corporativos - Seven Lab Informática Ltda - Boa da Noite Informática - SCA Eventos e Consultoria Ltda - Apoio Consultoria e Planejamento Ltda - Havana Administradora e Corretora de Seguros Ltda. - Unirio Assessoria Administração e Corretora de Seguros Ltda - Corcovado Comunicação Ltda - Américas Copacabana Hotel Ltda - Carolina Massiere Confecções e Assessórios de Moda Ltda - Estalo Comunicação - JPMC Academia de Ginástica Ltda - MCS Comunicação Integradas S/C Ltda - Araras Empreendimentos Consultoria e Serviços Ltda - Minas Gerais Projetos e Empreendimentos Ltda O ex-governador Sérgio Cabral foi preso na primeira fase da Lava Jato realizada no Rio, batizada como Calicute, no dia 17 de novembro. O inquérito policial relativo à 1º fase da resultou no indiciamento de 16 pessoas indiciadas por crimes que vão de corrupção passiva e ativa, organização criminosa a lavagem de dinheiro. Na época, os investigadores descobriram um esquema de desvio de dinheiro público, enquanto Sérgio Cabral era governador do Rio, de cerca de R$ 220 milhões. Fonte: G1



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