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ENTREVISTA com Frederico Rangel, secretário de Educação, Cultura e Esportes


31/07/2016     07h49      |      Foto: Campos 24 Horas Frederico Rangel-AL (8)Postado por Fabiano Venancio Campos é um dos poucos municípios brasileiros a incentivar o professor à capacitação e, com isso, proporcionar a ele aumentar sua renda mensal. Parece estranho mais não é, segundo o professor de língua inglesa, com MBA na área de Educação e, também, secretário de Educação, Cultura e Esportes, Frederico Tavares Rangel, carinhosamente chamado pela categoria como “Fred”. Por essas e outras, quem sabe, talvez seja a razão de hoje o salário de um professor da rede municipal ser quase o dobro de um da rede estadual. Professor satisfeito, na opinião do secretário, reflete diretamente do outro lado, ou seja, no aluno. Este, por sua vez, tem que estar bem alicerçado no campo pedagógico e, claro, bem alimentado. Pelos cálculos do secretário, cerca de um milhão e 560 mil refeições foram servidas somente no mês de março na rede municipal, isso englobando creches, onde são servidas quatro refeições/dia, além de escolas com duas refeições/dia. Este mês de agosto é de expectativas na Educação em todo o país e em Campos não é diferente. É o mês em que sairá o resultado do Ideb. entrevistaFrederico Rangel-AL (6)Campos 24 Horas – Vamos entender melhor essa capacitação aliada a aumento da renda mensal. Como funciona? Frederico Rangel – O governo em Campos incentiva à capacitação do professor, oferecendo 3% a cada 40h/curso, podendo chegar ao máximo de 15% de aumento de salário. E isso é incorporado, fixo, para vida toda do professor. São cursos oferecidos pela secretaria e com certificação. Incentivo maior do que este não existe. C24H – Você falou em diferença salarial entre as redes municipal e estadual. De quanto? Frederico – Não vou falar em carga horária, vou falar no geral. Um professor da rede estadual ganha atualmente R$ 1.179,35 e um professor da rede municipal R$ 2.138,25, ou seja, quase R$ 1.000,00 a mais. Aí está a diferença para todos constatarem. C24H – Um dos itens que mede o Idep é evasão escolar. Como a secretaria trabalha para reverter a questão? Frederico – Terminamos agora dia 22 nosso recenseamento, feito para levantar onde estão as crianças que não estão em sala de aula, porque assim o município pode criar mais políticas públicas, como por exemplo, de ampliação ou construção de novas escolas, entre outros. Nos próximos dias vamos divulgar, mas posso adiantar que não é nada assustador. E temos mais ações neste sentido. C24H – Que outras ações neste sentido? Frederico – Estamos completando um ano de parceria com o Ministério Público (MP), visando acompanhar e monitorar a frequência escolar, inclusive, com visitas domiciliares, em caso de necessidade. O MP entra junto com a Educação para saber por que aquele aluno não mais frequenta a escola e para onde ele foi. Isso através do FICAI (Ficha de Controle e Frequência), que o município aderiu. A evasão diminuiu por conta desse controle mais pontual. C24H – Mas dentro do contexto evasão, tem ainda a violência e a droga, muito fortes em algumas comunidades, não? Frederico – Com parceria da Superintendência de Paz e Defesa Social foi criado junto com o 8º BPM um Conselho de Segurança para atender as demandas do município na área de educação. A Secretaria de Educação fez a listagem de escolas, que foram divididas em cores, de acordo com o grau de violência em seu entorno: vermelha, amarela e verde. Escolas vermelhas são as que estão em localidades mais vulneráveis, amarelas são escolas que podem ser tornar vulneráveis e verde são escolas localizadas em áreas até então tranquilas, sem registro de violência. Todo mês tem reunião do Conselho, onde os diretores são convocados. Frederico Rangel-AL (5)C24H – Vamos falar de merenda e esses números apresentados... Frederico – Sim, são números somente do mês de março, em 20 dias letivos, contabilizando cerca de 80% de frequência: 1 milhão 560 mil refeições, em média, em creches e escolas. Você coloca em conta que em creches são quatro refeições/dia (café ou mamá, lanche, almoço e jantar) e em escolas duas refeições/dia (lanche e almoço ou lanche e jantar). E toda merenda balanceada e conduzida por nutricionistas. Hoje em creches são cerca de 9 mil crianças e em escolas, cerca de 47 mil alunos. C24H – Um dos maiores eventos de cultura está por vir, a Bienal do Livro. Vão ter Cred Livro para professor e Notinha Legal para estudante? Frederico – A Bienal começa no próximo dia 05 e se estende até dia 14, no Cepop, e vão ter sim, Cred Livro (valor de R$ 70) e Notinha Legal (valor de R$ 10). Mas tem uma novidade aí: Este ano não só os professores receberão o Cred Livro, mas também animadores culturais, auxiliares de secretaria, auxiliares de turma de creche, pedagogos, além de diretores e vices de escola. Estes vales serão retirados durante a Bienal, no Cepop mesmo. Fora isso, haverá lançamento de livros de professores da rede, num espaço próprio para eles. C24H – Você falou muito essa semana sobre a quadra de esportes inaugurada no Turf. O que terá por lá? Frederico – É a primeira quadra construída em parceria com o governo federal, anexa à Escola Alcindor Bessa, no Turf Clube, que vai beneficiar diretamente mais de mil alunos desta escola e da Escola Municipal Maria Lúcia. Ela também vai ser utilizada como quadra pólo dos jogos do Jeem. E em outubro vamos realizar lá o I Festival de BadMinton das Escolas Municipais. O Badminton chegou ao Brasil há 20 anos, é disputado nas Olimpíadas desde 1992 e terá provas agora na Olimpíada Rio 2016. Proporciona o desenvolvimento de várias habilidades, como concentração, reflexo, velocidade, flexibilidade nos braços e pernas e força.



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