Eduardo Paes e Wilson Witzel trocam farpas em debate na Band

Candidatos ao governo do Rio se enfrentam pela primeira vez após o primeiro turno


  • 11/10/2018 13h41 Foto: Divulgação .
Eduardo Paes (DEM), que evitou enfrentamentos durante a campanha no primeiro turno, partiu para o ataque contra o adversário Wilson Witzel (PSC) no debate da TV Bandeirantes, que começou às 11h, na manhã desta quinta-feira. O evento, na Casa Firjan, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, foi o primeiro encontro entre os candidatos ao Governo do Rio após o primeiro turno das eleições. Witzel surpreendeu no último domingo e obteve 41,28% dos votos válidos. Eduardo Paes, que liderou as pesquisas durante a campanha, ficou com 19,56%. Na primeira pergunta do ex-prefeito ao adversário ele citou uma reportagem do portal G1 de 2011, na qual o então juiz federal teria deixado o Espírito Santo, onde trabalhava, após sofrer ameaças. " O senhor, desculpe a expressão , deu uma 'amarelada". Paes acrescentou que o juiz admitiu à reportagem que os criminosos conseguiram o intimidar. "Como a população pode confiar em um governador que pediu para sair?" O juiz respondeu que não tem medo da morte, lembrando que foi fuzileiro naval e disse que a reportagem foi maldosa. Disse que estava fazendo mestrado na época e foi substituído por outro juiz. Ele reforçou o que já vem dizendo durante a campanha: "Bandido de fuzil nós vamos abater". Eduardo Paes disse que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) tem credibilidade para falar de segurança, mas que o adversário Wilson Witzel, não. "O senhor conheceu Bolsonaro ontem e quer falar que nem ele", alfinetou. Crise Fiscal e Segurança Pública foram os temas mais debatidos. Segurança Os dois candidatos defenderam uma maior integração entre as polícias Civil e Militar e disseram que vão pedir apoio das Forças Armadas para recuperar territórios dominados por facções criminosas. Wilson Witzel disse que há um sucateamento de investigação da Polícia Civil. Ele defendeu o monitoramento de câmeras para as vias de acesso do Rio. "É preciso que a PM chegue rápido para prender". O ex-juiz federal defendeu que a Polícia Militar ficou fragmentada, dividida entre UPP e Batalhão e precisa ser integrada. Ele disse que vai identificar quem financia o crime. "Precisamos até colocar um chip nas mercadorias mais roubadas", disse. Eduardo Paes, por sua vez, disse que a Segurança Pública no Rio deixou de funcionar e. Ele defendeu mais policiamento ostensivo. "Precisamos investir na segurança nas ruas. Mais policiamentos ostensivos e de inteligência e de ter uma Corregedoria independente para investigar casos de corrupção". O ex-prefeito do Rio disse que vai pedir ao presidente da República eleito apoio das Forças Armadas. "Precisamos retomar os territórios dominados por organizações criminosas. "Com ações efetivas vamos conseguir reverter essas taxas absurdas (de violência)", defendeu Paes. Perguntado sobre um projeto que tramita na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que estabelece procedimento para policiais envolvidos em autos de resistência, homicídio decorrente de intervenção policial, Witzel disse que vai garantir um corpo jurídico para 'defesa técnica' dos policiais. "Importante não é só criar investigação contra os polícias. Sobre a política de enfrentamento, vamos empoderá-los". Ele acrescentou que vai acabar com a Secretaria Estadual de Segurança Pública com a intenção de acabar com a influência política nas corporações e integrá-las. Eduardo Paes, ao responder a mesma pergunta sobre mortes em decorrência de ação policial, disse que o respeito aos cidadãos é fundamental e disse que quer investir em inteligência para fazer uma política de segurança mais cirúrgica e preventiva para evitar morte de inocentes. Ele chamou a atual política de enfrentamento de burra. "Isso não quer dizer que não se tenha que agir com toda contundência, força e proteger o agente da lei dessas ameaças legais, de constrangimentos que eles sofrem. Sair dando tiro a esmo não é correto. Policial tem que ter proteção do estado para defender a lei e a sociedade", finalizou. Ele acrescentou que não 'terceirizava as responsabilidades', quando era prefeito do Rio e disse que vai comandar a Segurança Pública do Rio. Vistoria no Detran Os dois candidatos disseram que pretendem acabar com a vistoria anual do Detran. "É uma anomalia. É algo que gera uma despesa, que gera um desconforto para o cidadão. Vamos terminar com ela por completo",  prometeu Paes. "É fonte de corrupção. Vamos fiscalizar nas ruas com uma polícia treinada. As pessoas que levam o carro para fazer vistoria estão com os veículos em ordem. Só terá vistoria na transferência de propriedade", defendeu Witzel, que disse que poderá fazer a fiscalização nas ruas. Fonte: O Dia 



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