O filho número ‘3’ de Jair Bolsonaro (PL), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) abriu uma empresa nos Estados Unidos em março deste ano. Ocorre que a Braz Global Holding LLC, no Texas, é uma sociedade com pessoas ligadas à disseminação de fake news no Brasil, e que apoiaram os atos golpistas de 8 de janeiro. Entre eles, Paulo Generoso, que já foi investigado pelas CPIs da Covid-19 e das Fake, além da CPMI das Fake News.
A informação foi revelada pelo UOL, em uma investigação feita pelo site em conjunto com a Agência Pública e o CLIP (Centro Latinoamericano de Investigação Jornalística) nos últimos cinco meses. (Leia mais abaixo)
A reportagem chegou a procurar pessoalmente o deputado na Câmara no último dia 24, e entre os questionamentos, respondeu: “Por que vocês estão me investigando? [...] Eu estou traficando droga? Eu estou roubando alguém? É corrupção?”. Os demais sócios também foram procurados, mas não retornaram.
Segundo os registros coletados pelo site, a empresa foi aberta dias depois de uma das primeiras palestras do ex-presidente nos Estados Unidos. Pouco antes de ir para o país, Jair Bolsonaro transferiu U$ 135 mil (R$ 675 mil), quase 75% do dinheiro líquido que ele declarou à Justiça Eleitoral.
Sócios de Eduardo A Braz Global Holding, conforme consta no documento oficial do governo do Texas pertence a Eduardo Bolsonaro, em conjunto com o influenciador Paulo Generoso, conhecido por compartilhar notícias falsas e ter apoiado os atos golpistas, e com o ex-secretário nacional de fomento e incentivo à cultura no governo Bolsonaro, André Porciúncula. No documento, não há informações sobre qual o ramo do negócio.
Conforme aponta a reportagem, a empresa é registrada por Generoso no endereço de sua casa em Arlington, onde também há outras duas abertas dos sócios de Eduardo, mas sem seu nome. Uma delas é a Liber Group Brasil, aberta em 13 de janeiro, e o Instituto Liberdade, em 8 de fevereiro, e ambas pertencem à Generoso, Porciúncula, e outra ex-servidora do governo Bolsonaro, Raquel Brugnera.
Raquel e Paulo Generoso são criadores da página Movimento República de Curitiba, que surgiu em 2016 para apoiar a Operação Lava Jato. Com mais de um milhão de seguidores, o grupo publicou em sua conta no Facebook notícias falsas envolvendo a covid-19, urnas eletrônicas, e ainda defendeu os atos golpistas do começo deste anos. Generoso chegou a ter sua conta no Twitter suspensa por decisão judicial em janeiro de 2023. (Leia mais abaixo)
Já André Porciúncula tem um curso online “Formação essencial em política”, no qual defende que a esquerda estaria tentando destruir a fé cristã, a beleza e a moralidade para implantar seus ideais políticos.
Porciúncula e Raquel são os personagens que fazem “parte” da família Bolsonaro e seus aliados. Ele foi o número dois da Secretaria de Cultura do governo Bolsonaro, e deixou o cargo para ser candidato a deputado federal pelo estado da Bahia. Após ser derrotado, foi nomeado por Jair como secretário adjunto da Secretaria e, em 6 de dezembro, faltando menos de um mês para terminar o governo, virou o chefe da pasta.
Antes de se tornar empresária, Brugnera passou por dois cargos no governo Bolsonaro: chefe de gabinete da Secretaria de Economia Criativa da Secretaria Especial de Cultura, durante a gestão de Roberto Alvim – exonerado depois de produzir um vídeo com referências ao nazismo –, e assessora técnica da Fundação Palmares.
Assim como Porciúncula, Raquel também tem um curso, na plataforma Aprenda Eleger. Ela se apresenta como “estrategista política” e “empresária na área de captação de recursos e emendas parlamentares aqui em Brasília”.
Fonte: TERRA (Leia mais abaixo)