Após a prisão do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, nesta sexta-feira, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), foi as redes defender o aliado do pai, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O parlamentar escreveu que o estado democrático de direito está sendo atacado e que “o Senado tem que enxergar quem joga fora das 4 linhas da constituição”. Ele foi o único da família, até o momento, a vir a público para criticar a prisão.
O que são atos antidemocráticos? milícia digital? Fake news? (Leia mais abaixo)
A democracia, essa balela de Estado democrático de direito, já não estão sob ameaça, estão sob ataque intenso mesmo
— Eduardo Bolsonaro Outros parlamentares bolsonaristas também se pronunciaram nas redes sociais alegando perseguição à liberdade de expressão do ex-deputado. A deputada federal Clarissa Garotinho publicou que os governistas de esquerda defendem uma falsa “liberdade de expressão”, ao comemorarem a prisão de Roberto Jefferson por suas opiniões sobre o Senado Federal, Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral.
Realmente o Brasil está muito doido! A esquerda que sempre defendeu a liberdade de expressão agora comemora uma prisão por supostos “ataques à democracia”. Não se pode mais questionar? Não estou entendendo mais nada!
— Clarissa Garotinho (@dep_clarissa) August 13, 2021 Também em defesa de Jefferson, o deputado estadual Marcus Vinícius (PTB-RJ) disse que a prisão ocorreu por perseguição política e abuso de poder, além de também alegar ataques à liberdade de expressão.
Alana Passos, deputada estadual bolsonarista, publicou que recebeu “com muita tristeza o mandado de prisão para o ex-deputado e presidente do PTB, Roberto Jefferson”. Segundo ela, “ser bolsonarista, conservador, falar de Deus e manifestar uma opinião divergente, está sendo considerado crime no Brasil”. (Leia mais abaixo)
Recebi com muita tristeza o mandado de prisão para o ex-deputado e presidente do PTB, Roberto Jefferson.
Estamos vivendo dias difíceis. Ser bolsonarista, conservador, falar de Deus e manifestar uma opinião divergente, está sendo considerado crime no Brasil. Recebi com muita tristeza o mandado de prisão para o ex-deputado e presidente do PTB, Roberto Jefferson.
Estamos vivendo dias difíceis. Ser bolsonarista, conservador, falar de Deus e manifestar uma opinião divergente, está sendo considerado crime no Brasil. também bolsonarista Otoni de Paula (PSC-RJ) fez uma transmissão ao vivo, em sua rede social, para comentar a prisão e criticar o que chama de “ditadura da toga”.
“Todos no país podem ser escrachados, mas tem uma casta que não se pode criticar: os ministros da Suprema Corte. Eles são servidores públicos, pagos pelo erário público, nenhum deles é o STF. Mas querem convencer o povo que, ao criticar o CPF deles, estamos nos levantando contra as instituições democráticas”, disparou o deputado federal, dizendo que os ministros são ditadores vestidos de toga que resolveram legislar para dominar o país.
Otoni também fez um apelo para que o presidente Jair Bolsonaro não abandone Roberto Jefferson. “Quando não se protege aliados, a mão ditatorial chega na nossa própria casa. Isso passa uma imagem ruim para a tropa, de que cada um se vire por si porque não haverá retaguarda. Roberto Jefferson é um dos seus grandes aliados. Não abandone os seus. E falo isso porque vi seus soldados se sentirem abandonados. Que Deus te dê sabedoria e inteligência para que o senhor possa agir dentro das quatro linhas da Constituição”, pediu Otoni, dirigindo-se ao presidente. (Leia mais abaixo)
Ao determinar a prisão do presidente do PTB, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes alegou que Jefferson “incitou, por mais de uma vez, a prática de crimes (invasão ao Senado Federal, agressão a agentes públicos e/ou políticos etc), ofendeu a dignidade e o decoro de ministros do STF, senadores integrantes da CPI da Covid-19 e outras autoridades públicas”. A decisão aponta ainda que o ex-deputado atuou com o “nítido objetivo de tumultuar, dificultar, frustrar ou impedir o processo eleitoral, com ataques institucionais ao Tribunal Superior Eleitoral e ao seu ministro presidente”.
*Fonte: O Globo