Atualizado 06/05/2016 12h26 | Foto: Divulgação

“Os políticos da oposição que nas últimas eleições fizeram campanha para o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e com ele participaram de caminhadas e carreatas, deveriam pedir desculpas à população de Campos”. As declarações são do presidente da Câmara Municipal de Campos, vereador Edson Batista (PTB), em entrevista nesta quinta ao programa Debate Diário, na Rádio Diário FM, sobre a crise e a situação de falência do Estado do Rio de janeiro.
“Pediram votos para Pezão, apresentando-o como a oitava maravilha do mundo, e depois de tudo isso que desemboca nesta catástrofe, eles se omitem. Ninguém faz uma auto-crítica? Não cabe agora lavar as mãos e dizer que eles não têm nada com isso. Apoiaram este projeto e, pior ainda, trouxeram a crise para cá, com o sucateamento da nossa Uenf”, disse.
Batista criticou a política de desonerações fiscais que começou no governo Sérgio Cabral e teve continuidade com Pezão, que resultou no caos financeiro em que mergulhou o Estado. “Uma política de desoneração, eventualmente, pode ser bem construída. Mas o governo errou a mão, abriu mão de receitas para grandes empresas, em R$ 134 bilhões, que quebraram o Estado. Qual a contrapartida dessas isenções?”, indagou.
“O grau de beneficiamento a essas grandes empresas, que foi a semente da falência do Estado, com o fechamento de hospitais e universidades também fechando portas e sem conseguir pagar o funcionalismo”, analisou ainda.
O presidente do Legislativo ressaltou que a crise só não atingiu Campos da mesma forma que o Estado devido as medidas adotadas pela prefeita Rosinha Garotinho.
“Em Campos, a prefeita juntamente com o secretário de Governo, Anthony Garotinho, antecipou medidas preventivas desde 2014, retirando o Orçamento da Câmara, enviado anteriormente, para fazer uma readequação, e efetuou os ajustes na máquina administrativa”, lembrou.
SITUAÇÕES DISTINTAS - Edson Batista também comparou a situação do Estado com o município de Campos. “Não cabe botar a culpa na queda dos repasses dos royalties do petróleo. No Estado, a receita dos royalties registrou perda de R$ 3 bilhões por ano num Orçamento anual de cerca de R$ 80 bilhões. Em Campos, foi perda de R$ 1 bilhão, o que corresponde a perto da metade do Orçamento. É uma diferença abissal”, finalizou.