EDITORIAL: A grande chance do eleitor e os enormes desafios do novo prefeito


  • 29/11/2020, 01h22, Foto: Campos 24 Horas.

EDITORIAL / CAMPOS 24 HORAS - O eleitor tem novo encontro com as urnas neste domingo (29/11) a fim de eleger o novo prefeito de Campos que terá a responsabilidade de gerir um município de quatro mil metros quadrados e mais de meio milhão de habitantes, em meio a uma grave crise financeira que aumenta com a falta de iniciativa do atual governo municipal e os impactos devastadores da pandemia da Covid 19 na economia global e seus reflexos nos indicadores nacionais. A situação atual de Campos exige do futuro gestor capacidade de gestão para equacionar o grave problema das finanças municipais, com o agravamento da queda de receitas, especialmente dos repasses dos royalties e participações especiais. (leia abaixo)

Diante deste delicadíssimo cenário, o campista teve a oportunidade de conferir as propostas dos dois candidatos em entrevistas, debates e aparições no programa eleitoral, além dos espaços de ambos nas redes sociais. Os candidatos e eleitores tiveram também a oportunidade do contato nas ruas, apesar da pandemia. (Leia mais abaixo)

O segundo turno é a chance que a democracia proporciona ao eleitor para aprofundar sua análise e fortalecer suas convicções sobre qual candidato é melhor preparado para gerir o município nos próximos quatro anos.  

O voto é uma arma fundamental da democracia para que o cidadão alcance melhores condições de vida, com atendimento digno em educação, saúde, transporte, saneamento básico, rede de esgoto e abastecimento d água, entre outros.

Numa democracia liberal e capitalista, cabe aos governantes eleitos adotarem programas concretos visando também o crescimento econômico, mas com ênfase e prioridade no desenvolvimento social, a partir de objetivos na correção de distorções e da redução das desigualdades. 

O custeio elevado da máquina administrativa exige medidas de austeridade e saídas como o aumento das receitas próprias. Mesmo porque não há espaço para aumento de impostos diante de uma crise recessiva, níveis elevados de desemprego, quadro agravado por uma pandemia que preocupa ainda mais com a hipótese de uma segunda onda no Brasil.      

Sem perder de vista a posição geográfica estratégica em relação ao Porto do Açu, com a criação de uma Zona Especial de Negócios, na Baixada Campista, compromisso de ambos os candidatos, a situação atual de Campos também exige uma política de fomento às atividades econômicas tradicionais, como a agricultura, a pecuária e a pesca. Até porque os recursos dos royalties, além de finitos, estão cada vez mais escassos.  (Leia mais abaixo)

Assim, é fundamental a criação de programas de estímulo as atividades no campo que possibilitem ao município fabricação de produtos de valor agregado, com geração de renda e empregos de melhor qualidade, a fim de tornar mais dinâmica a economia local. 

Enormes potencialidades não faltam a Campos, a partir de sua situação geográfica, cortada pela principal rodovia do país e próxima de grandes centros consumidores, além de sua privilegiada extensão territorial, contemplada por uma extensa malha de canais, rios e lagoas.  

Não bastasse, o município conta ainda com uma massa crítica de renomados técnicos e pesquisadores que enriquecem o maior pólo de pesquisa e ensino superior do interior do Estado, tendo como à frente a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), entre outras igualmente importantes na produção de conhecimento. 

Ao prefeito eleito compete buscar cooperação e parcerias, assim como se cercar de uma equipe tecnicamente capaz e intelectualmente preparada para extrair o melhor destas potencialidades e produzir as necessárias transformações que a sociedade campista deseja e exige para que Campos supere os desafios deste seu tempo e se torne um município mais próspero, sustentável e agradável de se viver.     



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