EDITORIAL - Eleições/Campos: Discurso Eleitoreiro ou Retórica Eleitoreira


segunda-feira, 1º de outubro de 2012 (Foto:Campos 24 Horas)

O discurso de alguns candidatos segundo o qual o município passaria a ter um diálogo fértil e produtivo com outras esferas do poder, como os governos estadual e federal, não encontra eco na realidade atual, pelo menos é o que tem mostrado a campanha eleitoral. (Leia mais abaixo)

Como exemplo, em momento algum a presidente Dilma Rousseff encontrou tempo para vir reforçar a campanha de Makhoul Moussallem, embora tenha acenado como possível sua visita a Campos durante encontro com o próprio candidato, segundo relatou o petista.

Da mesma forma, o presidente Lula, que mais do que nunca se mantém presente na campanha petista em várias cidades brasileiras, mas que virou igualmente as costas para Campos nesta disputa.

O governador Sérgio Cabral é outro que ignorou não apenas Campos, mas outras cidades importantes da região, como Itaperuna, no Noroeste Fluminense, ao anunciar que viria participar de eventos na campanha, mas que somente algumas horas antes de sua realização mandou sua assessoria comunicar que não estaria presente.

Nada mais deselegante do que confirmar presença num evento e desmarcar a visita em cima da hora, a não ser em casos de circunstâncias excepcionais.

As relações institucionais de um governo com outras esferas do poder se constroem à base do respeito entre os agentes públicos na legitimidade da investidura de seus cargos, mas também pelo prestígio de lideranças e gestores públicos com capacidade de persuasão e poder de barganha no sentido de estabelecer tratativas e materializá-las em favor da comunidade que representam. Independente de cores ou siglas partidárias, bem como convicções ideológicas. (Leia mais abaixo)

Tanto é verdade que a prefeita Rosinha Garotinho e o deputado federal Anthony Garotinho têm mantido relação institucional de elevado nível com Brasília, mesmo atuando em campos opostos em relação ao governo federal.

Os resultados produzidos desta relação surgiram em série: convênio com a Infraero, que levará à municipalização do Aeroporto Bartolomeu Lysandro; outro com o Ministério da Saúde, para a inclusão do programa da vacina contra a Hepatite A no calendário oficial do município, quando Campos tornou-se a primeira cidade do Brasil a oferecer de graça a vacina para crianças até 2 anos; verbas para a construção de creches-modelo e vilas olímpicas; além de recursos também federais para as obras de infraestrutura visando a implantação do Complexo Naval, Logístico e Portuário Farol/Barra do Furado, entre outros.  

Portanto, a fila de argumentos à luz de fatos evidentes ou comprobatórios, reforça a conclusão de que se trata de discurso que não passa de mera peça de retórica eleitoreira.

 



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