Um município em obras se preparando para o futuro


domingo, 24 de novembro de 2013    -   Foto: Filipe Lemos / Campos 24 Horas

 Entrevista  /  Edilson Peixoto - (Leia mais abaixo)

Secretário Municipal de Obras, Urbanismo e Infraestrutura Edilson Peixoto 4

Imagina um órgão público por onde perpassam os grandes outros órgãos da mesma administração, todos com os mesmos objetivos, ou seja, reforma, construção, projetos, plantas, autorizações, entre outros? Agora imagina essa mega pasta comandada por um “trator”? Isso tudo é a secretaria municipal de Obras, Urbanismo e Infraestrutura, que conta com equipe grande de pessoal e, também, de muito trabalho, ou para ser melhor entendido, muita obra, que pode ser conferida pelos quatro cantos do município. E no comando, o engenheiro civil e pós-graduado em gestão pública, Edison Peixoto Gomes. Sua mesa é tomada de pilhas de documentos, processos e outros mais para serem analisados e assinados.

Entre uma resposta e outra ele vai falando tudo o que está acontecendo por conta das obras, como se fosse mesmo um “trator”, dizendo que Campos figura em 2° lugar no ranking nacional das 25 maiores cidades do país com melhor evolução de Edilson Peixoto 8coleta de esgoto; que Campos tem o maior programa habitacional desenvolvido por um município, o Morar Feliz; que programas desenvolvidos aqui, em termos de obras, influenciam diretamente na qualidade de vida da população e aumentam a autoestima dos moradores; que a prefeitura avança na etapa de construção da infraestrutura da implantação do complexo de Barra do Furado; e que quando ao aeromóvel, já foi feito estudo do solo (sondagem) e a prefeitura tem até março para apresentar o projeto todo. Se deixar, não pára...

Ele começou na vida pública há 31 anos, no governo do então Prefeito Wilson Paes, tempo em que não existiam royalties, eram poucos os recursos federais, não existia praticamente saneamento básico no município, as ruas eram de paralalelepípedo, as estradas de chão batido, as pontes de madeira, com a cidade vivendo do comércio local e da atividade canavieira. De alguns anos para cá, acrescenta, Campos deu um salto em qualidade e quantidade de obras, baseadas no desenvolvimento com sustentabilidade e, ainda, respeitando a Lei n° 10.098, a da Acessibilidade. O apelido “trator” diz ter vindo da sua força, garra e coragem de passar por cima dos obstáculos. Mas sem magoar e maltratar ninguém...

Edilson Peixoto 6 Campos 24 Horas – Em conversa preliminar, o senhor falou em dezenas de obras que estão sendo realizadas. Mas algumas estão paradas, como a Vila Olímpica do parque Cidade Luz. Porque? (Leia mais abaixo)

Edilson Peixoto – São oito Vilas Olímpicas que estão sendo construídas na cidade, porque a primeira, no parque Guarus, já foi entregue à comunidade no Dia do Trabalhador, totalizando nove. Essa que você citou, a obra foi iniciada pela empresa que ganhou a licitação, mas não pode tocar, por atraso nos trabalhos, sendo tomada medida de substituir. Foi chamada a segunda colocada e dentro de 30 dias mais ou menos ela recomeça a obra. Por enquanto está no processo burocrático, de assinar contrato, fazer empenho em nome dela, processo jurídico que demanda tempo. Mas tem muitas bem adiantadas. Embora sejam obras iguais, são de execuções diferentes, por isso, umas estão mais adiantadas do que outras.

C24H– E as obras da RJ 216 (Campos-Farol), da avenida 28 de Março a Goitacazes? Não estão atrasadas?

Edilson – Não estão. Conseguimos recuperar o cronograma e você pode perguntar como. Havia um processo grande para desapropriação de imóveis para começar a duplicação da rotatória, no trevo da Estrada dos Ceramistas até Goitacazes, que era o gargalo. E só no trecho da avenida 28 de Março até a Estrada dos Ceramistas, desenrolamos oito desapropriações que emperravam as obras. E restam outras. Conseguimos com a imobiliária que adquiriu terras da Usina São José, liberação de ligações, por trás do Hospital São José, sentido Goitacazes-Trevo dos Ceramistas, em área nua (sem nada), que vai se transformar em via, sentido Goitacazes-Centro. Teremos pistas duplas da 28 de Março aos Ceramistas e pista de ida dos Ceramistas a Goitacazes, passando por Donana. E de vinda por trás do hospital, chegando ao entroncamento com a PRE, onde tem rotatória.

C24H– Mas tem prazo para tudo isso? Quanto termina de fato?

Edilson Peixoto 5Edilson Peixoto 2Edilson – Olha, acredito que essa fase que eu estou falando, em torno de dez meses tudo esteja pronto, proporcionando mais agilidade, por exemplo, da Baixada ao Hospital São José, em caso de urgência. Como eu já falei, ainda tem mais desapropriações, que demandam tempo. Acredito que ali tenha obra para mais um ano e meio, talvez. Essa semana, por exemplo, estamos liberando a pista principal, da 28 de Março em direção à PRE, com as pistas laterais fazendo intervenção nas rampas de acesso ao parque Imperial. É preciso lembrar que as obras na RJ 216 foram licitadas em 2010 e começaram em 2011 e lá é obra para uns cinco anos. Vamos conseguir terminar antes disso. (Leia mais abaixo)

C24H – A maior reclamação da população, embora quase impossível conter, é a poeira que levanta com as obras e causa sérios problemas...

Edilson – Sim, mas todas as empresas que trabalham nestas obras estão certificadas de que têm que minimizar a poeira. Exemplo disso foram as obras dentro do programa Bairro Legal em Nova Goitacazes, com os moradores castigados pela poeira, quando a empreiteira trabalhava na pavimentação das vias, mas também ela usava caminhão pipa para minimizar esse problema. O mesmo aconteceu na Nazário Pereira Gomes, uma obra de grande dimensão e que em vários trechos a população solicitava caminhão pipa. Cada empresa tem que ter ou conseguir, de certa forma, caminhão pipa para isso, atuando nos diversos programas.

Edilson Peixoto 3C24H - E por falar em reclamação, a questão de buracos em vias públicas é também constante...

Edilson  – Olha, nós já renovamos convênio com um consórcio de empresas, com a finalidade de fazer operações de emergência neste sentido, direcionadas para o quadrilátero urbano, não só para tapar buracos, como também recuperação de bueiros de águas pluviais e intervenção nas redes dessas galerias. Acredito que em 30 dias elas já estejam atuando. Mas o buraco não surge só pelo gasto do asfalto não, também pelas depressões e desarrumações na rede pluvial. Muitas são de concreto armado e outras de concreto simples e isso não dura a vida toda. É por isso que hoje nas obras nos Bairros Legais a prefeitura usa tubos de PVC, que tem durabilidade de quase 100 anos.

C24H– As ruas do Centro, que compõem o Centro Histórico, também são motivo de reclamação, principalmente, neste período de Natal, além da demora. Como trabalhar isso? (Leia mais abaixo)

Edilson Peixoto 4Edilson – A obra do Centro Histórico é uma obra difícil de ser feita, pelas intervenções que ela exige. Ali não se pode abrir várias frentes de trabalho de uma só vez, deixando trechos a serem executados, tem que abrir e fechar trecho, porque lá o fluxo de pessoas é enorme por conta do comércio e não podemos interferir. Por isso é uma obra mais demorada, por ser feita por trechos. Mas a relação entre empreiteira, lojistas e transeuntes está sendo boa, porque todos estão entendendo isso e esperando o resultado final, que vai ficar excelente, o que, também, está gerando mais agilidade. Algumas pessoas que conhecem o projeto do Centro Histórico, por exemplo, cobram a viação subterrânea, mas essa é uma etapa mais para o final do projeto. E a tubulação para isso já está sendo colocada.

C24H – E o centenário Mercado Municipal? As obras saem ou não saem? E qual o tempo de duração?

Edilson – Saem, sem dúvida. Mas não dá para fazer obra com os feirantes e permissionários ali, dentro da estrutura. Essa é uma obra diferente das outras, porque é de impacto, ao contrário do Centro Histórico, por exemplo. Conseguimos área do lado oposto do mercado (Jardim de Alá), onde ficarão os feirantes. Já os permissionários do Michel Haddad vão para o estacionamento ali no mercado. Após o deslocamento de todos para os locais provisórios, ai, sim, poderemos começar as obras. Acredito que as obras do Michel Haddad durem 1 ano e oito meses e a do mercado, dois anos e quatro meses. Será mais um desafio do governo Rosinha Garotinho em fazer ações de grande porte. A população terá uma feira mais moderna, higiênica, ordenada, nos padrões dos grandes centros.

Edilson Peixoto 7C24H – No início, entre as grandes obras, o senhor citou o Morar Feliz. Segue o cronograma normal?

Edilson – Claro...E não só o Morar Feliz, mas as obras do Bairro Legal, com frentes de trabalho em 18 bairros, além das obras das 11 creches e 3 escolas e, ainda, a construção das 14 Unidades Básicas de Saúde (UBS), sem contar as praças. Mas voltando ao Morar Feliz, as obras já estão acontecendo em Uuraí e em Ponta Grossa dos Fidalgos, isso, inicialmente. E todas elas seguem o mesmo padrão de qualidade das outras 5.426 que forem entregues na primeira etapa, com drenagem, abastecimento de água e esgoto, iluminação, telefonia, arborização, calçadas com acessibilidade e transporte público. As casas têm pintura textualizada, com cores variadas nas fachadas e telhas, esquadrias de alumínio e gramado.  (Leia mais abaixo)

C24H – Muita obra na cidade. E a área rural, como fica?

Edilson– Também com obras. Estamos em processo de legalização de licitação para manutenção das estradas vicinais em termos de asfalto e, ainda, preparando orçamento para levar à Prefeita Rosinha, para manutenção geral, abrangendo as vicinais simples e asfaltadas. Sem falar nas já reformadas, como a Estrada de São Bento, na Baixada Campista, importante via de acesso ao Super Porto do Açu, em São João da Barra, e ao Complexo Farol-Barra do Furado, servindo de escoamento da produção agrícola e das cerâmicas da região. E lá também fizemos uma nova ponte. E teve ainda a reforma das Estradas do Carmo, Bugalho, Carvão, Linha do Limão, garantindo interligação de distritos e localidades, além do trabalho de recuperação de estradas no distrito de Santo Eduardo, com frente de trabalho nas Estradas da Floresta e do Garrafão. Fizemos também a ponte sobre o Rio Mocotó, na região de Conceição do Imbé. E tem muito mais...

C24H – Que outro tipo de trabalho a secretaria executa, além de obras?

Edilson – Todo o crescimento e direcionamento da cidade em função do Plano Diretor passa por aqui. E nenhuma obra na cidade deixa que passar, mesmo as particulares, porque temos setor para isso, para aprovação de projetos, checagem de legislação, muita coisa. Além disso, temos o setor operacional, para ver as galerias com problemas, abrigos de passageiros, calçadas, acessibilidade, entre outros. Mas tudo é uma grande equipe. A secretaria de Obras é o gerenciador e executor, a PCE gerenciador, a secretaria de Controle rege a colocação dos recursos, a Procuradoria Geral se une para viabilizar a parte legal dos projetos, a secretaria de Finanças é a pagadora e a grande mentora a Prefeita Rosinha Garotinho. 

____________________________ Postado por Fabiano Venancio (Leia mais abaixo)



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