
Após a pior recessão da História, a economia brasileira começa a dar sinais de que o pior já foi superado. Nas contas do Banco Central, o país cresceu 1,12% no primeiro trimestre deste ano. Os dados do IBC-Br - o índice construído pela autoridade monetária que tenta simular o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) - foram divulgados na manhã desta segunda-feira.
O Brasil estava em recessão desde o segundo trimestre de 2015. Os dados divulgados desde então mostraram que a economia não parava de encolher. Os números do BC publicados nesta manhã, entretanto, sugerem mudança nesse processo.
No mês de março, o IBC-Br ficou negativo em 0,4%, o que indica que a recuperação da economia não é um processo linear. No entanto, o resultado foi bem melhor que a queda de 1% estimada pelos economistas.
Segundo a pesquisa semanal que o BC faz com os analistas das principais instituições financeiras do país, ao todo, o mercado financeiro aposta em uma alta de 0,5% do PIB neste ano.
ICB-Br
O IBC-Br foi criado pelo BC para ser uma referência do comportamento da atividade econômica que sirva para orientar a política de controle da inflação pelo Comitê de Política Monetária (Copom), uma vez que o dado oficial do Produto Interno Bruto (PIB) é divulgado pelo IBGE com defasagem em torno de três meses. Tanto o IBC-Br quanto o PIB são indicadores que medem a atividade econômica, mas têm diferenças na metodologia.
O indicador do BC leva em conta trajetória de variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (indústria, agropecuária e serviços).
Já o PIB é calculado pelo IBGE a partir da soma dos bens e serviços produzidos na economia. Pelo lado da produção, considera-se a agropecuária, a indústria, os serviços, além dos impostos. Já pelo lado da demanda, são computados dados do consumo das famílias, consumo do governo e investimentos, além de exportações e importações.
Fonte: O Globo